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Bateram o martelo

Saiba o que a Justiça decidiu sobre prisão de pai suspeito de estuprar filho de 2 anos em Canoas

Caso repercutiu na última semana; segundo suspeito foi assassinado a tiros em Cachoeirinha

Publicado em: 24/11/2025 às 12h:05 Última atualização: 24/11/2025 às 12h:20
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência sexual. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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A Polícia Civil pediu e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul bateu o martelo e decretou a prisão preventiva do pai, suspeito do envolvimento no estupro do filho de 2 anos, em Canoas.

O homem passou por audiência de custódia no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) na última quarta-feira (19), quando teve o flagrante convertido em prisão preventiva.

DP da Criança havia encaminhado o pedido de prisão preventiva na semana passada | abc+



DP da Criança havia encaminhado o pedido de prisão preventiva na semana passada

Foto: REPRODUÇÃO

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Conforme apontamento do TJRS, foram fixadas medidas protetivas de urgência em favor da vítima, que incluem a proibição de aproximação da criança e da sua residência, devendo ser mantida a distância mínima de 500 metros.

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Mesmo preso, o homem está proibido de tentar manter contato com o filho por qualquer meio, conforme autos distribuídos à 2ª Vara Criminal de Canoas, sob responsabilidade da Juíza de Direito Patrícia Pereira Krebs Tonet.

Homicídio

O outro suspeito do crime é o tio da criança, um homem de 24 anos, cujo corpo foi encontrado crivado de balas no Distrito Industrial de Cachoeirinha, no mesmo dia da prisão do pai.

A 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha confirmou, na manhã desta segunda-feira (24), que está em cima do caso, sob a coordenação do delegado Ernesto Preste.

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O tio da criança teria sido sequestrado por criminosos na noite da última terça (18), após o caso vir à tona no Hospital Nossa Senhora das Graças.

Internado

A criança vítima da violência permanecia internada no Hospital Universitário (HU) nesta segunda.

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Entenda o caso

Foi por volta de 12h30 da última terça que a criança de apenas 2 anos e 4 meses deu entrada, desacordada, na emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.

Segundo a Brigada Militar, o menino chegou ao local após apresentar um quadro delicado com sinais de vômito e diarreia, conforme relatado pela mãe.

Durante a avaliação médica, foram constatados vários hematomas pelo corpo da criança, bem como indícios de abuso sexual.

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A Brigada acabou acionada por profissionais do Hospital. Ao chegarem ao local, os médicos esclareceram a situação aos Policiais Militares.

Segundo o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves, a mãe teria relatado que o filho passou a noite com o pai e o tio, que consumiam cocaína.

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O genitor acabou preso em flagrante pelos PMs e levado até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde foi lavrado o registro por estupro de vulnerável.

Durante o interrogatório, ele teria negado as acusações, embora já tivesse comentado o crime com os dois Policiais Militares que atenderam a ocorrência, horas antes, na casa de saúde.

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“O suspeito, em seu interrogatório, negou a prática de abusos sexuais contra o próprio filho, apesar de ter confessado, informalmente, na presença dos policiais militares”, explicou o delegado Maurício Barison.

*Como denunciar

As denúncias para a Polícia Civil podem ser encaminhadas por linha direta para o número (51) 3425-9056.

O WhatsApp da Especializada em crimes contra crianças e adolescentes é o (51) 98459-0259. Quem preferir, pode encaminhar um e-mail por meio do site pc.rs.gov.br.

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