A investigação de um desaparecimento em Caxias do Sul, que envolve lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no corredor entre Serra, Vale do Sinos e Porto Alegre, fez Sapiranga ser novamente alvo de operação estadual nesta terça-feira (3). Na semana passada, foi desbaratado na cidade um esquema de fraudes fiscais também relacionado ao crime organizado.

Foto: Polícia Civil
Foram cumpridas 60 ordens judiciais nesta manhã. Além de Caxias e Sapiranga, os agentes fizeram buscas em Capão da Canoa, Flores da Cunha, Farroupilha, Arroio do Sal e Porto Alegre. Foram apreendidos cinco veículos, além da indisponibilidade de dois imóveis e quebra de sigilo fiscal e financeiro.
Conforme a Polícia Civil, a investigação teve início com o recebimento de documentos vinculados a um inquérito sobre o desaparecimento do uruguaio de 48 anos, que não teve o nome informado.
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Foi apurada a possibilidade de que o estrangeiro poderia ter sido executado, pois o carro dele foi negociado entre membros da organização criminosa investigada. O corpo foi encontrado enterrado em Osório, no litoral norte, na última sexta-feira.
Movimentações
As lideranças do grupo, segundo a Polícia, possuem empresas para possível lavagem de dinheiro. Em quatro meses, foi descoberta uma movimentação de R$ 3,5 milhões.
Sapiranga aparece, além das fraudes fiscais em benefício do tráfico que vieram à tona na quarta-feira da semana passada, como cidade com expressivas apreensões de drogas entre 2021 e 2023, que passaram de mais de 1,5 tonelada em diferentes operações, principalmente na área rural. Depois, não houve apreensões significativas.
Cadáver foi desenterrado em casa abandonada
A localização do cadáver do uruguaio enterrado em uma casa abandonada na zona rural de Osório, na sexta (30), trouxe novos elementos para a operação. Ele havia desaparecido em abril de 2025 em Caxias. O cadáver estava em avançado estado de decomposição.
O estrangeiro morava no Brasil há vários anos. Um traficante de 30 anos, com diversos antecedentes policiais, inclusive de homicídios, e uma mulher de 49 anos, também com histórico de crimes, foram presos pelo assassinato.
Acompanhada de advogado, a acusada levou os policiais ao local onde o corpo havia sido escondido. Foi desenterrado com apoio de bombeiros militares e dos cães do grupamento de busca e salvamento. Ela havia sido presa em Horizontina, no norte do Estado, e o cúmplice, que estava com o carro da vítima, foi encontrado em cidade não informada do Paraná.