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Operação Notre Dame

"Se interessavam por luxo": Quadrilha de SP e RS que amarrava vítimas por horas em roubos tem 4 presos

Ofensiva lançada na manhã desta quarta-feira (29) atingiu criminosos que só miravam vítimas com alto poder aquisitivo

Publicado em: 29/04/2026 às 10h:26 Última atualização: 29/04/2026 às 11h:03
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A Polícia Civil lançou, na manhã desta quarta-feira (29), uma ofensiva interestadual mirando um grupo de criminosos que se especializou em roubos de artigos de luxo para a posterior venda no mercado ilegal.

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A batizada Operação Notre Dame resultou no cumprimento de quatro ordens de prisão temporária e mais sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.

Ação coordenada pela Polícia Civil levou quatro à cadeia nesta quarta-feira (29) | abc+



Ação coordenada pela Polícia Civil levou quatro à cadeia nesta quarta-feira (29)

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

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No Estado, a ação que contou com a colaboração da Brigada Militar cumpriu mandados nas cidades de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo e Novo Hamburgo, onde estavam os alvos da ofensiva. Foram quatro presos.

A investigação partiu de um roubo cometido em Canoas durante o verão, quando os criminosos invadiram um imóvel e mantiveram funcionários amarrados enquanto subtraíam bens de alto valor, como joias, relógios e acessórios de luxo.

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Conforme a apuração conduzida pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, os criminosos, vindos de São Paulo, contavam com o suporte de comparsas gaúchos.

Além do crime que serviu de estopim para a investigação, houve a identificação, pelo modus operandi do grupo, de residências invadidas com grande violência. As vítimas acabavam amarradas por horas durante os roubos.

“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, explicou o delegado Gustavo Bermudes, que responde pela DP Especializada. “Eles se interessavam por joias, relógios e acessórios de luxo.”

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Na avaliação do delegado Cristiano Reschke, diretor da Polícia Civil em Canoas, roubos a residências são crimes prioritários pelo trauma causado às vítimas.

“Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável”, afirma. “A repressão ao roubo deve ser enérgica. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar.”

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