abc+

REGIÃO METROPOLITANA

Sedação e tortura em creche: Professora de Canoas está entre presas por violência contra crianças de 2 a 5 anos

Ministério Público prendeu preventivamente duas profissionais de ensino nesta terça-feira

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 03/03/2026 às 16h:54 Última atualização: 04/03/2026 às 11h:23
Publicidade

Uma professora de Canoas está entre as duas presas nesta terça-feira (3) por suspeita de sedar crianças em uma creche de Alvorada. Ambas atuavam como docentes e mantinham a Escola de Educação Infantil Rafa Kids, interditada pela segunda vez no fim do ano passado. [Veja abaixo posicionamento da defesa]

Publicidade

Professora acabou levada à cadeia devido a caso grave em creche de Alvorada | abc+



Professora acabou levada à cadeia devido a caso grave em creche de Alvorada

Foto: MPRS/REPRODUÇÃO

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS

As duas mulheres são apontadas pelo MP como responsáveis pela administração do espaço e atuavam diretamente no cuidado dos alunos, com idades até 5 anos. Uma acabou presa em Alvorada e a outra em Canoas, onde vive.

Conforme apuração do Ministério Público, as professoras davam medicamentos às crianças para que dormissem ou ficassem mais “calmas”, com o intuito de “facilitar o trabalho” na rotina escolar. Além disso, elas são suspeitas de agressões físicas e psicológicas contra os alunos.

O caso surgiu no final do ano passado, quando pais e responsáveis por crianças relataram comportamento estranho dos filhos e procuraram a Polícia Civil.

Publicidade

Para o MPRS, ficou demonstrado que, além dos indícios de autoria e materialidade, as prisões foram garantidas por haver risco concreto à instrução criminal, já que as responsáveis são apontadas por influenciar testemunhas durante a investigação.

Segundo a promotora Karen Mallmann, “a gravidade concreta do delito foi um dos principais elementos que tornou necessária a prisão das investigadas. Os crimes foram cometidos contra crianças de tenra idade, cujos pais confiaram os seus cuidados e segurança, e as investigadas, para facilitar o seu trabalho no manejo com os alunos, ministravam-lhes medicamentos com efeito sedativo, além de negligenciar nos cuidados de higiene e agredi-los física e psicologicamente”.

De acordo com a delegada Caroline Terres, responsável pelo caso, a Polícia ainda aguarda laudos periciais para concluir os 29 inquéritos – um para cada criança – contra a instituição de ensino. 

Publicidade

O que diz a defesa

A defesa das investigadas, representada pelo advogado Eder Macari Land, diz que teve acesso recente aos autos do procedimento que fundamentou o decreto de prisão preventiva e que “a equipe jurídica já está realizando a análise técnica integral do conteúdo, a fim de adotar as medidas judiciais cabíveis”.

 

Publicidade