Uma professora de Canoas está entre as duas presas nesta terça-feira (3) por suspeita de sedar crianças em uma creche de Alvorada. Ambas atuavam como docentes e mantinham a Escola de Educação Infantil Rafa Kids, interditada pela segunda vez no fim do ano passado. [Veja abaixo posicionamento da defesa]

Foto: MPRS/REPRODUÇÃO
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As duas mulheres são apontadas pelo MP como responsáveis pela administração do espaço e atuavam diretamente no cuidado dos alunos, com idades até 5 anos. Uma acabou presa em Alvorada e a outra em Canoas, onde vive.
Conforme apuração do Ministério Público, as professoras davam medicamentos às crianças para que dormissem ou ficassem mais “calmas”, com o intuito de “facilitar o trabalho” na rotina escolar. Além disso, elas são suspeitas de agressões físicas e psicológicas contra os alunos.
O caso surgiu no final do ano passado, quando pais e responsáveis por crianças relataram comportamento estranho dos filhos e procuraram a Polícia Civil.
Para o MPRS, ficou demonstrado que, além dos indícios de autoria e materialidade, as prisões foram garantidas por haver risco concreto à instrução criminal, já que as responsáveis são apontadas por influenciar testemunhas durante a investigação.
Segundo a promotora Karen Mallmann, “a gravidade concreta do delito foi um dos principais elementos que tornou necessária a prisão das investigadas. Os crimes foram cometidos contra crianças de tenra idade, cujos pais confiaram os seus cuidados e segurança, e as investigadas, para facilitar o seu trabalho no manejo com os alunos, ministravam-lhes medicamentos com efeito sedativo, além de negligenciar nos cuidados de higiene e agredi-los física e psicologicamente”.
De acordo com a delegada Caroline Terres, responsável pelo caso, a Polícia ainda aguarda laudos periciais para concluir os 29 inquéritos – um para cada criança – contra a instituição de ensino.
O que diz a defesa
A defesa das investigadas, representada pelo advogado Eder Macari Land, diz que teve acesso recente aos autos do procedimento que fundamentou o decreto de prisão preventiva e que “a equipe jurídica já está realizando a análise técnica integral do conteúdo, a fim de adotar as medidas judiciais cabíveis”.