O resultado do julgamento realizado terça-feira (12) no Fórum de São Leopoldo, e que condenou os cinco acusados pela execução de um jovem por engano dentro do Hospital Centenário, foi celebrado pelos promotores que atuaram no caso.

Foto: Divulgação
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“Sentimento é de dever cumprido do Ministério Público para com a comunidade de São Leopoldo, tão impactada pela tragédia vivida diretamente pela família do Gabriel, e, indiretamente, por todos nós”, pontuou o promotor Fernando Andrade Alves, que atuou na acusação pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS.
O promotor Eduardo Lorenzi também destacou o resultado do julgamento, que durou mais de 12 horas. “O MPRS saiu muito satisfeito com o resultado, entendendo que realizou um belo trabalho, enfrentou cinco defesas muito bem qualificadas e, quem saiu ganhando, foi a sociedade de São Leopoldo, com um resultado que era esperado por todos. São nesses momentos que nós valorizamos, todos os dias, poder desempenhar o papel de promover a justiça nos crimes dolosos contra a vida”, diz.
Os cinco acusados pela execução de um jovem por engano dentro do Hospital Centenário, em São Leopoldo, foram condenados a penas que variam de 18 a 48 anos de reclusão. O julgamento ocorreu terça-feira (12), no Fórum da cidade. O júri começou por volta das 11 horas e terminou às 23, quando o juiz José Antônio Carlos Piccoli leu a sentença.
Apontados pela Polícia Civil como os executores do crime e denunciados pelo Ministério Público, foram julgados William Gabriel Almeida Pereira, Lucas Gabriel Pedroso Nunes, Jorge Gilberto da Silva Júnior, e Deivid Silva de Ávila, além do suposto mandante, Eberson Ferreira Almeida. Pereira foi condenado a 18 anos um mês e oito dias de reclusão, Silveira Júnior a 21 anos, cinco meses e 15 dias de reclusão, Almeida a 26 anos e dois meses. As penas maiores foram dadas a Ávila, condenado a 42 anos e 15 dias de reclusão e Nunes, condenado a 48 anos e três meses de reclusão. A reportagem tenta contato com as defesas dos réus.
O crime aconteceu no dia 9 de novembro de 2018 e resultou na morte de Gabriel Vilas Boas Minossi, 19 anos. Todos os cinco denunciados já estavam presos. Os crimes imputados a eles, conforme a promotoria, na época da denúncia, são um homicídio consumado duplamente qualificado, duas tentativas de homicídio qualificado, receptação de veículo e formação de quadrilha armada.
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