Foi sepultada na manhã desta quarta-feira (1º) em Belém, capital do Pará, a menina de 10 anos que morreu em Canela no dia 18 de junho. Melry Galhardo era natural do Suriname e deu entrada no Hospital de Canela em estado gravíssimo. O casal de padrinhos, que possuía guarda provisória da vítima, foi preso preventivamente por suspeita de torturá-la até a morte.
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Foto: Arquivo pessoal
Conforme o boletim de ocorrência policial e os relatórios de atendimento médico, a criança deu entrada apresentando desidratação acentuada, hipoglicemia e múltiplas lesões corporais, vindo a falecer após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Despedida
A cerimônia desta quarta, que ocorreu a 4 mil quilômetros da cidade da Serra gaúcha, contou com homenagens de amigos e familiares, além de uma caminhada e soltura de balões. O enterro ocorreu no Parque da Eternidade. A família, anteriormente, velou a criança em casa.
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A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, para averiguar sobre o andamento das investigações, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. Os padrinhos seguem presos e o processo tramita em segredo na Justiça.
Entenda o caso
O casal de padrinhos, natural do Pará, residia em Canela desde 2020 e possuía a guarda provisória da vítima desde dezembro de 2025, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Eles estão presos desde o flagrante. A prisão preventiva, em audiência de custódia, foi decretada pela 2ª Vara um dia após. O processo judicial tramita em segredo.
A menina morreu no dia 18 de junho, no Hospital de Canela, após dar entrada em estado grave. Ela possuía diversas lesões pelo corpo e apresentava fortes dores abdominais. A equipe médica prestou atendimento emergencial, porém a criança não resistiu e veio a óbito.
As forças de segurança foram acionadas pelos profissionais de saúde, que atenderam a criança no HCC. A Brigada Militar chegou ao local, realizando os levantamentos preliminares e a preservação das informações iniciais. Na sequência, a Polícia Civil assumiu a investigação.
Registros médicos, documentação hospitalar e, principalmente, os relatos prestados pelos profissionais de saúde que atenderam a vítima foram os elementos iniciais analisados pela equipe de investigação. À Polícia Civil foi informado que a criança, quando ainda estava viva e consciente, relatou que sofria agressões.