A operação Vindicis, desencadeada nesta quinta-feira (20) pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo, resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de quatro pistolas. A ação é fruto de uma investigação iniciada em 2024, após uma tentativa de homicídio contra um integrante de uma organização criminosa.
Os autores do crime pertenciam à mesma facção, evidenciando uma espécie de “justiça interna” para regular conflitos e punir membros que contrariavam as regras do grupo.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
De acordo com o delegado Gabriel Borges, que responde interinamente pela Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo, a tentativa de homicídio que levou à operação ocorreu no dia 30 de março de 2024, no bairro Canudos.
A vítima, um integrante da facção criminosa que atua no Vale dos Sinos, foi sequestrada de dentro da casa onde morava com a mãe. Em seguida, foi levada a outro ponto do bairro, nas imediações do aeroclube, onde foi baleada e brutalmente golpeada com faca nas pernas, no peito e em outras partes do corpo. O que os criminosos não esperavam era que o alvo sobreviveria ao ataque.
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A vítima conseguiu identificar os autores da tentativa de homicídio, e a partir dessas informações, a polícia prendeu dois homens logo no início das investigações. A análise dos celulares apreendidos com os autores do crime permitiu a identificação de outros membros da facção, culminando na grande operação policial desta quinta-feira, que se estendeu para cidades como São Leopoldo, Gravataí, Porto Alegre e Charqueadas.
Três pessoas foram presas. Duas delas estavam em uma residência no bairro Canudos, onde os agentes encontraram três pistolas escondidas em um fundo falso de um armário. A terceira foi presa em outra casa no mesmo bairro, onde a polícia apreendeu outra pistola. Segundo a investigação, essa mulher é esposa de uma liderança da facção criminosa que atualmente se encontra presa.
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Em Gravataí, os agentes também apreenderam uma quantia em dinheiro superior a R$ 80 mil, que, segundo o delegado, tem origem no tráfico de drogas, a principal atividade criminosa do grupo.
A operação recebeu o nome Vindicis porque, em latim, o termo faz referência a “vingadores”, o mesmo papel que esses criminosos desempenhavam dentro da facção. “Eles atuavam como se fossem vingadores, justiceiros da organização criminosa. Quando entendiam que algo dentro do grupo não ia bem, eram eles os responsáveis por executar ou tentar executar os próprios membros que contrariavam as regras”, afirmou Borges.