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POLÍCIA CIVIL

Tiros contra policiais em Novo Hamburgo dão início a megaoperação contra quadrilha que até monitorava a polícia em tempo real

Grupo atua no tráfico e transporte interestadual de drogas, além do comércio ilegal de armas de fogo e munições

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 28/05/2026 às 10h:23
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Um grupo criminoso que atuava de forma estruturada no Vale do Sinos, incluindo Novo Hamburgo, é alvo de uma operação da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (28). Dentre outras atividades ilícitas, a investigação aponta para uma conexão com um homicídio no município.

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Segundo a investigação, o grupo atua no tráfico e transporte interestadual de drogas, comércio ilegal de armas e munições, receptação, movimentação de valores ilícitos e crimes violentos no Vale do Sinos.

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A Operação Elo Bélico, deflagrada por meio do 4º Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DIN/Denarc), cumpre 29 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão contra o grupo.

Até o momento, 19 pessoas foram presas e 5 armas foram apreendidas, conforme a delegada Ana Flávia Leite, do 4º Denarc. Ainda segundo Ana Flávia, a investigação mostrou que o grupo atuava de maneira organizada, armada e permanente.

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Investigação começou com fuga e disparos contra policiais

A investigação começou a partir de uma informação, recebida pela polícia, de que imóveis do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, estavam sendo usados como pontos de apoio. Foi descoberto que os locais serviam para armazenar drogas, esconder armas de fogo e distribuir os entorpecentes, vinculados ao grupo criminoso que atua na região.

Os imóveis começaram a ser monitorados pelas equipes da 4ª DIN/Denarc, que identificaram a movimentação de um veículo que era usado por um dos investigados. Ao acompanhar, os policiais notaram que ele se deslocava entre os imóveis, transportando uma sacola plástica pesada.

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Essa sacola era levada até uma área de depósito, que ficava na parte lateral de uma residência. A conduta é compatível com a movimentação de entorpecentes, segundo a polícia.

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O investigado foi abordado pelos policiais, mas desobedeceu às ordens e entrou rapidamente no imóvel. De dentro da casa, ele começou a atirar contra a equipe e fugiu, pulando janelas e telhados de residências vizinhas.

Dentro da casa usada pelo investigado, foram apreendidos carregador de pistola calibre 9mm, munições, balança de precisão, caderno com anotações típicas do tráfico, aparelhos celulares, documentos e objetos vinculados à logística criminosa.

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Também foram encontrados aproximadamente 4,3 kg de maconha em tijolos, além de munições, carregador, celulares, balança de precisão e demais materiais relacionados ao armazenamento de drogas.

A análise dos dados dos celulares apreendidos mostraram uma ampla rede criminosa, com divisão de tarefas e atuação de pessoas que estavam presas. Mesmo assim, eles continuavam articulando as negociações ilícitas por aplicativos de mensagens e outras pessoas que estavam em liberdade.

De haxixe até revólveres e pistolas

Conforme a apuração, as negociações envolviam maconha, haxixe, cocaína, munições de diversos calibres, carregadores, pistolas, revólveres e tratativas para conseguir armamento de maior poder ofensivo.

Os investigados negociavam valores, qualidade das drogas, forma de pagamento, retirada dos itens, entrega por terceiros e troca de veículos pelos entorpecentes.

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Logística interestadual de drogas

O grupo alvo da operação também tinha uma logística de transporte de drogas entre estados. Os investigados mantinham contatos de uma região próxima à fronteira, no Paraná, para organizar os carregamentos destinados ao Rio Grande do Sul.

Nas conversas, eles discutiam fretes, motoristas, caminhões, rotas, pagamentos, locais de entrega, batedores e monitoramento das barreiras policiais. Eles também falavam sobre a ocultação das drogas dentro de equipamentos eletrônicos, como rádios e caixas de som, para dificultar que fossem encontradas.

O grupo monitorava a polícia em tempo real, comentando sobre movimentações de viaturas e abordagens a caminhões até barreiras em rodovias e uso de scanner visual. A organização também mantinha controle da contabilidade, registrando entradas e saídas de drogas, falando até sobre ter movimentado dezenas de quilos de drogas.

E as drogas também eram alvo de discussão nas mensagens. Os investigados discutiam coloração, textura, cheiro, se havia semente e a qualidade da maconha.

Discussão sobre sequestro e cativeiro

A apuração também identificou conversas compatíveis com o sequestro de uma pessoa, assim como local para o possível cativeiro onde ela seria mantida.

A ação faz parte da Operação Narke, que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem âmbito nacional, no combate ao tráfico de entorpecentes e as organizações criminosas.

Para denunciar, é possível usar o disque-denúncia do Denarc, entrando em contato com o número 08000 518 518.

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