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Tráfico de cetamina

VÍDEO: Agropecuárias de fachada eram usadas para fabricar drogas K e lavar dinheiro na região

Operação desta quinta-feira prendeu sete pessoas e tem alvos em cidades do Vale do Sinos, como Novo Hamburgo e São Leopoldo

Publicado em: 26/06/2025 às 09h:32 Última atualização: 26/06/2025 às 09h:56
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Uma operação cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, nesta quinta-feira (26), na região metropolitana de Porto Alegre, para combater o tráfico de drogas sintética e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, um estabelecimento agropecuário em Viamão e outro em Guaíba eram usado como fachada para venda ilícita de Cetamina, substância que é controlada e de uso veterinário na formulação de droga sintética – as conhecidas drogas K.

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Operação Polaco apreendeu 250 frascos de Cetamina | abc+



Operação Polaco apreendeu 250 frascos de Cetamina

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Coordenada pela 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico, a Operação Polaco prendeu sete pessoas. Ainda de acordo com a Polícia Civil, entre os itens apreendidos estão 250 frascos de Cetamina, além de joias, 10 veículos, e nove armas.

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Os alvos da operação estão nas cidades de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Alvorada, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul e Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina. A investigação apontou que os responsáveis pelo estabelecimento possuíam vínculo direto com o tráfico de drogas, inclusive com antecedentes criminais pelo mesmo crime.

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Esquema do tráfico e funções

Os criminosos se dividiam entre as funções. Enquanto uns eram operadores financeiros, outros atuavam como intermediários comerciais, fornecedores, transportadores e até entregadores. O esquema tinha contas bancárias interpostas, conhecidas como “contas de passagem”, movimentadas por indivíduos com aparente ausência de capacidade econômica para mascarar a origem ilícita do dinheiro e passar aos destinatários, principalmente empresas de fachada.

A principal empresa utilizada no esquema de distribuição da Cetamina adquiriu quantidades expressivas do produto junto à distribuidora autorizada. Segundo a delegada Ana Flávia Leite, que coordenou a operação, foram adquiridas 413 das 483 unidades de um lote específico, e 210 de 360 unidades de outro — superando em larga escala os demais compradores registrados no país, evidenciando desvio sistemático de finalidade e direcionamento do produto para o tráfico.

Lavagem de dinheiro

Os criminosos também usaram diversas estratégias para lavagem de dinheiro, como o smurfing (fragmentação de depósitos em espécie abaixo do limite de rastreamento), aquisição de veículos de alto valor e artigos de luxo com pagamento à vista, registro de bens em nome de terceiros e estruturação empresarial com capital social desproporcional à atividade declarada.

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Foram detectadas transações com empresas do ramo de imóveis e comércio de ouro, além de aportes diretos em contas de pessoas físicas que, na sequência, redirecionavam os valores à empresa que era usada como fachada. As movimentações superaram os R$ 500 mil. 

Carro de luxo também foi apreendido | abc+



Carro de luxo também foi apreendido

Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Ainda de acordo com a polícia, a organização criminosa articulava tratativas diretas de venda de Cetamina, reorganização de fornecedores e disputas territoriais entre integrantes. Além do núcleo logístico e financeiro, a investigação revelou o uso de empresas de estética e pet shop para dissimulação patrimonial, bem como o envolvimento de mulheres ligadas afetivamente aos principais articuladores da quadrilha, as quais atuavam como administradoras formais de contas, imóveis e veículos, sem, contudo, apresentarem qualquer fonte lícita de renda compatível com os valores movimentados.

Ligação com tráfico na região

A investigação está ligada à Operação Special-K, deflagrada em março deste ano. Naquela oportunidade, a polícia apurou que um casal vendia Cetamina e Ecstasy em São Leopoldo, atuando com autorização de lideranças de uma facção criminosa no Vale do Sinos. A organização tinha mais de 30 integrantes.

Criminosos usavam agropecuárias de fachada para desviar medicamentos para produção de drogas
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