Uma operação policial realizada na manhã desta quarta-feira (18) visou desarticular um grupo criminoso especializado em extorsão e agiotagem que vinha aterrorizando uma família no bairro Rondônia, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

Foto: Polícia Civil
Agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços do bairro Canudos, além de dois mandados de prisão temporária.
A ação resultou na prisão de um homem e na apreensão de um arsenal composto por cinco armas, incluindo fuzis, pistolas e espingardas, além de farta munição, dinheiro em espécie e aparelhos celulares. O segundo suspeito não foi localizado pelos agentes e segue foragido.
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Foto: Polícia Civil
A investigação teve início no final de fevereiro, quando um morador procurou a delegacia para relatar que sua família estava sendo alvo de ameaças constantes.
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O pesadelo começou em novembro de 2025, após o filho do casal solicitar um empréstimo de R$150 mil com agiotas para abrir um comércio. Com a incidência de juros abusivos, a dívida rapidamente escalou para R$500 mil, mesmo com pagamentos realizados frequentemente pela família.
Mesmo com pagamentos parciais realizados pela família, os criminosos transferiram a responsabilidade do débito para os pais e passaram a exigir o montante total ou a entrega da residência das vítimas como forma de quitação, utilizando ameaças presenciais e por aplicativos de mensagem.

Foto: Polícia Civil
De acordo com a delegada Marina Goltz, a operação Vicinus significa “vizinho” em latim, e faz referência ao fato de as vítimas residirem próximo a uma unidade policial, o que não inibiu a audácia dos criminosos.
Conforme a investigadora, os envolvidos possuem antecedentes criminais e ligações diretas com facções da região e que operam dentro de presídios.
Com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e a captura de um dos membros ativos do esquema, a equipe de investigação terá agora o prazo de 10 dias para aprofundar as diligências e consolidar as provas, podendo representar pela prisão preventiva dos acusados ao final do inquérito.
*Com informações de Isaías Rheinheimer