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Revolta

"Vou lutar por justiça até o fim", diz mãe de adolescente que sofreu injúria racial por colegas em grupo de WhatsApp

Polícia Civil começou a ouvir testemunhas relacionadas ao inquérito nesta quarta-feira

Publicado em: 11/06/2025 às 15h:36 Última atualização: 11/06/2025 às 16h:25
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A Polícia Civil começou a ouvir, nesta quarta-feira (11), testemunhas relacionadas ao inquérito que apura injúria racial cometida no Colégio Marechal Rondon, em Canoas.

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O caso veio à tona na semana passada, quando a mãe de uma adolescente com 14 anos procurou a Polícia e revelou as ofensas sofridas pela menina.

Colégio Marechal Rondon acabou envolvido em caso de Polícia após evento na última quarta-feira (4)



Colégio Marechal Rondon acabou envolvido em caso de Polícia após evento na última quarta-feira (4)

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

Os xingamentos aconteceram em um grupo de WhatsApp da turma do 8º ano da instituição, devido à participação da jovem no concurso Eco Fashion Week.

O caso é apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, que confirmou o início das oitivas.

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A primeira a ser chamada pela Polícia foi a vítima, que relatará as circunstâncias em torno do evento organizado pelo Colégio no último dia 4.

Segundo o delegado Maurício Barison, responsável pela Especializada, a DP possui policiais com perícia neste tipo de caso.

O delegado, no entanto, disse que irá se pronunciar sobre o caso somente posteriormente, próximo à conclusão do inquérito policial.

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Em tempo, os nomes não são divulgados na reportagem para proteger a identidade da adolescente, conforme o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Não vou deixar passar batido”, diz a mãe da menina

Conforme a mãe da adolescente, a jovem vítima segue indo para a escola regularmente, embora o clima seja diferente desde que surgiu o caso.

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“Ela está bem”, conta. “Algumas pessoas olham para ela e perguntam se foi com ela que aconteceu. Acaba envergonhada, mas segue indo na escola.”

A técnica em enfermagem garante que continuará em cima do caso até que a Polícia investigue e a Justiça bata o martelo com uma decisão.

“Vou lutar por justiça até o fim, porque minha filha não merecia passar por isso”, avisa. “Não vou deixar passar batido e este caso não vai ser só mais um na estatística.”

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Por fim, a mãe lamenta somente que o Colégio Marechal Rondon não tenha se posicionado mais firmemente a respeito do caso.

“A escola não me disse nada”, lamenta. “Mas só tenho a agradecer o apoio que a gente está recebendo. Tem muitas pessoas comentando. Aliás, algumas disseram que isso já tinha acontecido na escola antes.”

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Posicionamento

Por meio de nota, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação informou que acompanha o fato ocorrido na escola Estadual Marechal Rondon e, por meio do Núcleo de Cuidado e Bem Estar Escolar, está atuando junto à equipe diretiva na identificação, prevenção e combate a todos os tipos de violência que possam ocorrer.

Entenda o crime

A ocorrência registrada inicialmente na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas foi classificada como “injúria racial” pela autoridade policial, crime que agora é equiparado ao racismo pela Lei 14.532/23, tipificada no artigo 140 do Código Penal.

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Quando cometido por menor, a lei prevê medidas socioeducativas e, em alguns casos, a responsabilização civil dos pais. Envolve advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e, em alguns casos, internação em estabelecimento educacional.

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