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NOVO HAMBURGO

"A CPI não vai virar pizza": Saiba o que falaram os membros da Comissão que vai investigar salário da secretária da Fazenda

Seis vereadores foram indicados por seus partidos para compôr a CPI; primeira reunião será na próxima semana

"A CPI não vai virar pizza": Saiba o que falaram os membros da Comissão que vai investigar salário da secretária da Fazenda
Publicado em: 24/06/2026 às 19h:29 Última atualização: 24/06/2026 às 19h:30
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Com a definição dos seis nomes que vão compôr a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) responsável por investigar uma possível duplcação no salário da secretária da Fazenda de Novo Hamburgo, Michele Vargas Antonello, a primeira reunião já foi agendada. O encontro será na próxima quarta-feira (2) às 9 horas na Câmara de Vereadores e vai servir para a escolha do presidente, secretário e relator da CPI.

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A reportagem do Grupo Sinos conversou com os seis membros da Comissão: Giovani Cajú (PP), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Professora Luciana Martins (PT) e Ricardo Ritter (MDB).

Moradores de Novo Hamburgo levaram caixas de pizza na sessão desta quarta-feira (24) na Cãmara de Vereadores | abc+



Moradores de Novo Hamburgo levaram caixas de pizza na sessão desta quarta-feira (24) na Cãmara de Vereadores

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Apesar de posições distintas dentro do Legislativo, os vereadores concordaram que a CPI deve entregar as respostas necessárias à população quanto aos vencimentos da secretária. Nomeada secretária da Fazenda em fevereiro de 2025, Michele atuou por 12 anos em Santa Maria.

Por quatro anos esteve à frente da Secretaria de Finanças. Conforme o Portal da Transparência do município da região central do Estado, Michele tem o cargo estatutário de agente administrativo, com salário de R$ 5,3 mil e vencimento líquido de R$ 4,6 mil.

No Vale do Sinos, Michele também recebe o salário integral como secretária da Fazenda. De acordo com o Portal da Transparência, a titular da SMF recebe R$ 14,7 mil brutos, sendo R$ 10,9 mil líquidos.

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O que falaram:

Giovani Caju (PP): O vereador, líder do governo Gustavo Finck na Câmara, voltou a apontar que a CPI foi criada em um momento inoportuno. “A gente vai apurar os fatos, mas como falei outro dia. A meu ver, foi feito um convite para a secretária vir até a Câmara no dia 13 de julho e, antes mesmo dela falar sobre o caso, já foi criada a CPI.”

Entretanto, o parlamentar salientou que o objetivo da CPI de investigar será contemplado. “Ninguém está escondendo nada ou tentando omitir. Só que, na minha opinião, primeiro deveríamos ter recebido ela aqui. Ela [Michele] seria questionada pelos colegas e, se os vereadores não se sentissem contemplados, partiríamos para o próximo passo.”

Felipe Kuhn Braun (PSDB): Único representante do PSDB, Braun explicou que espera igualdade na CPI. “Que exista de forma ampla, uma participação de todos os componentes. Com equidade entre as funções de presidente, secretário e relator.”

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O vereador lembrou que a criação da CPI foi aprovada por maioria absoluta dos vereadores, portanto, tem representatividade. “Vamos escutar várias pessoas justamente porque existe essa insatisfação de mais da metade deste parlamento com a questão específica que gerou a CPI. Espero que a gente consiga conduzir os trabalhos e apresentar o melhor retorno à sociedade.”

Ito Luciano (Podemos): O mais experiente entre os membros da Comissão, Ito Luciano afirmou que os trabalhos ainda estão no início, mas que as decisões começam na próxima quarta-feira, com as escolhas de presidente, secretário e relator. “Posteriormente, com o andamento dos trabalhos vamos começar a colher algumas coisas para poder se manifestar.”

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Joelson de Araújo (Republicanos): Apesar de participar da gestão Gustavo Finck, Joelson de Araújo foi um dos oito favoráveis a abertura da CPI. “Vou me autoindicar para ser relator, o meu nome vai estar ali. Não sei se vou chegar a ser, mas a minha visão é pelo certo. Não tenho meio termo, o que é certo, é certo.”

Araújo reforçou que a CPI foi criada para esclarecer a situação contratual da secretária da Fazenda. “Se houve algum erro, vai ser cobrado. Se não, estamos aqui para mostrar à população. O objetivo é trabalhar pela comunidade e esclarecer tudo da forma mais transparente possível.”

Professora Luciana Martins (PT): Único membro da CPI declaradamente na oposição ao governo, Luciana Martins fez uma afirmação. “A CPI não vai virar pizza.” Ela reitera que todos os colegas têm sua responsabilidade constitucional.

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“Precisamos fazer o nosso dever de casa, que é entregar à comunidade de Novo Hamburgo os fatos como devem ser trazidos. Se houve ou se há responsabilização, a Comissão Parlamentar de Inquérito deve cumprir o seu papel.” A vereadora afirmou que também vai colcoar seu nome à disposição para ser relatora da Comissão. 

Ricardo Ritter (MDB): Escolhido para representar o MDB, Ricardo Ritter aguarda a primeira reunião para, a partir disso, se debruçar sobre a Comissão. “Vamos esperar essa CPI, temos que ter responsabildiade e transparência com a população. Nosso objetivo é esclarecer tudo e cumprir nossas obrigações como parlamentares.”

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