Ainda falta uma semana para a primeira reunião da CPI que vai investigar a duplicidade de pagamento para a secretária municipal da Fazenda, Michele Vargas Antonello, mas o primeiro encontro dos vereadores já virou polêmica.

Foto: Maíra kiefer/CMNH
O regimento interno da Câmara de Novo Hamburgo não determina se os trabalhos da CPI devem ser abertos ao público ou fechados. A decisão caberá aos membros da comissão, que foram oficializados nesta quarta-feira (24).
Maioria governista
Farão parte da CPI os vereadores Giovani Caju (PP), Ito Luciano (Podemos), Ricardo Ritter (MDB), Joelson de Araújo (Republicanos), Felipe Kuhn Braun (PSDB) e Professora Luciana Martins (PT). Kuhn Braun é independente e Luciana é oposição. Os demais vereadores são aliados do prefeito Gustavo Finck (PP).
As opiniões sobre fazer as reuniões abertas ou fechadas são divergentes. Luciana Martins defende que a comunidade tenha acesso às reuniões da CPI. “Com certeza a comunidade terá acesso”, disse ao Grupo Sinos na sessão legislativa desta tarde.
“Vamos ver”
Imediatamente o vereador Ricardo Ritter, o Ica, ponderou que essa discussão ainda precisa ser feita. “Vamos ver. Não temos certeza ainda. A definição será na primeira reunião”, resumiu. Nos bastidores sabe-se que a intenção do governo é fazer com que a CPI tenha a menor repercussão possível na comunidade, evitando um possível desgaste.
A administração sustenta que não há irregularidades no pagamento da secretária, que recebe como titular da secretaria e como servidora concursada da Prefeitura de Santa Maria. Novo Hamburgo faz o ressarcimento mensal ao governo santa-mariense.
CPI dos ônibus
A CPI mais recente de Novo Hamburgo foi em 2024. Na pauta, a qualidade do serviço de transporte coletivo, que tinha acabado de ser assumido pela Viação Santa Clara (Visac) e era alvo de muita reclamação dos passageiros.
Foram cinco meses de trabalho, entre maio e outubro. A CPI fez 17 oitivas, focando muito nos relatos de atraso, suspensão de linhas e más condições dos veículos. As reuniões eram abertas ao público. Algumas inclusive aconteceram no plenário da Câmara.
Aprovado por unanimidade, o relatório final pontou falta de fiscalização da Prefeitura e uma realidade muito diferente do que havia sido prevista no edital de concessão do serviço. Na prática a CPI dos ônibus não produziu resultados concretos.