A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo oficializou nesta quarta-feira (24) os seis parlamentares que vão participar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar o salário da secretária da Fazenda, Michele Vargas Antonello.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
As indicações foram feitas pelos líderes de cada partido no Legislativo, com exceção do PL do presidente Juliano Souto, que não participa por determinação do regimento interno. A oficialização confirmou os nomes já indicados anteriormente: Giovani Caju (PP), Ito Luciano (Podemos), Ricardo Ritter (MDB), Joelson de Araújo (Republicanos), Felipe Kuhn Braun (PSDB) e Professora Luciana Martins (PT).
A primeira reunião foi agendada para a próxima quarta-feira (2), às 9 horas. A partir desta data, os vereadores terão 120 dias para concluir e publicar a investigação. As funções de presidente, secretário e relator também serão definidas no encontro.
Ficaram de fora
Dos oito vereadores que haviam sido favoráveis a abertura da CPI, cinco ficaram de fora: Cristiano Coller e Deza Guerreiro foram preteridos pelo líder da bancada do PP, Giovani Cajú, que se autoindicou para participar. Cajú é também líder do governo Gustavo Finck (PP) no Legislativo.
Daia Hanich também foi afastada por decisão do partido. Inicialmente, a vereadora liderava a bancada do MDB, mas foi destituida pelos colegas Nor Boeno e Ricardo Ritter. Boeno foi escolhido como novo líder e indicou Ritter para a CPI.
No PT, Enio Brizola abriu mão da participação em nome da colega de bancada, Professora Luciana Martins. Já no Podemos, os três representantes da sigla (Ico Heming, Ito Luciano e Éliton Ávila) entraram em consenso pela presença de Luciano na Comissão, deixando Ávila de fora.
Com as escolhas, quatro governistas fazem parte da CPI: Cajú, Ito Luciano, Ricardo Ritter e Joelson de Araújo, que participa do governo Finck apesar do voto favorável à Comissão.
Indefinição e polêmica
Antes mesmo da primeira reunião, a primeira polêmica está formada. Isso porque o regimento interno não Câmara não estebelece que os trabalhos da CPI sejam abertos ao público ou transmitidos. A decisão ficará por conta dos membros.
A vereadora Professora Luciana Martins adiantou que pretende viabilizar a realização das reuniões abertas. “Com certeza a comunidade terá acesso.” Neste momento, foi rebatida por Ricardo Ritter. “Vamos ver, não temos certeza ainda. A definição será na primeira reunião”, completou.
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