Entre 0,5% e 2% da população mundial vive com vitiligo, conforme os dados do Ministério da Saúde. Michael Jackson, considerado o Rei do Pop, foi uma delas. Somente no Brasil, mais de 1 milhão de pessoas manifestam a condição. Apesar disso, muitos mitos sobre a doença ainda permanecem.

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O vitiligo se caracteriza pela perda da coloração da pele, por conta da diminuição ou ausência de melanina, o pigmento que dá cor.
O cantor Michael Jackson, que teve longas lançados neste ano, foi diagnosticado com vitiligo por volta de 1980. O filme Michael (2026), por exemplo, que estreou em abril, fala sobre o preconceito impactou a vida do cantor.
Inclusive, o Dia Mundial do Vitiligo é celebrado nesta quinta-feira (25) por marcar a data em que o artista faleceu. A data foi criada por instituições internacionais ligadas à causa em 2011, em homenagem a Michael Jackson. O dono dos sucessos como Beat It e Thriller faleceu em 2009.
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O vitiligo não é contagioso
O vitiligo não é contagioso, nem é transmitido por toque, convívio social ou contato com lesões, afirma a SBD-RS. “Não há risco de transmissão”, reitera o presidente estadual da organização, Juliano Peruzzo.
A doença é considerada autoimune. Ela acontece quando o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina.
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Os sintomas do vitiligo
A maioria dos pacientes não apresenta sintomas além das manchas brancas na pele. Porém, há casos em que é possível sentir uma maior sensibilidade e até dor na área afetada. A maior preocupação, no entanto, são os sinais emocionais.
Existem dois tipos de vitiligo:
- Segmentar ou unilateral: aparece apenas em uma parte do corpo, normalmente quando a pessoa ainda é jovem; pelos e cabelos também podem perder a coloração.
- Não segmentar ou bilateral: é o tipo mais comum, que aparece nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos.
No tipo bilateral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz e boca. Há também em que há perda de cor e que a doença se desenvolve. Depois, tem estagnação.
Esses ciclos acontecem durante toda a vida e a duração dos ciclos, assim como as áreas despigmentadas, tendem a se tornar maiores com o tempo.
Não existe bem uma causa vitiligo
Não foi identificado exatamente uma causa para o vitiligo até então. Segundo a SBD-RS, tanto fatores genéticos quanto ambientais e imunológicos podem estar envolvidos. Ela também pode ser desencadeada ou piorada por gatilhos como o estresse e traumas emocionais.
“O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento”, afirma Peruzzo, que é dermatologista e mestre em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). “O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas”, diz.
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Vitiligo não tem cura, mas tem tratamento
Não existe cura definitiva para o vitiligo, mas há tratamento. Atualmente, as terapias buscam conter o avanço das manchas, estimular a volta da pigmentação da pele e reduzir os impactos emocionais causados pela condição.
O tratamento pode ser medicamentoso com imunomoduladores e corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e até técnicas cirúrgicas. Tudo depende do quadro de cada paciente.
As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.
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