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ÂNIMOS ACIRRADOS

Aliados de Edegar Pretto divulgam carta e rebatem PDT; quem pode se beneficiar com disputa na esquerda?

Documento foi assinado durante plenária, enquanto encontro do Diretório Estadual foi solicitado por Pretto

Aliados de Edegar Pretto divulgam carta e rebatem PDT; quem pode se beneficiar com disputa na esquerda?
Publicado em: 07/04/2026 às 16h:48
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Assim como Juliana Brizola (PDT), que divulgou uma carta reafirmando o compromisso com a reeleição de Lula à presidência da República e seu nome como pré-candidata ao Palácio Piratini, lideranças do PT, Psol, PSB, PV e Rede, assinaram um documento em que reforçaram a pré-candidatura de Edegar Pretto (PT) ao governo do Estado.

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“Estamos cientes do tamanho do desafio, em especial pela importância deste projeto não apenas para o Brasil, mas para a América Latina e para o mundo”, diz trecho do documento publicado no site que promove a pré-campanha de Pretto.

Olivio Dutra foi uma das lideranças que assinaram o documento da frente ampla de esquerda | abc+



Olivio Dutra foi uma das lideranças que assinaram o documento da frente ampla de esquerda

Foto: PT/ Divulgação

O texto reforça que a escolha por Pretto não foi uma decisão isolada do PT, contanto também com o apoio de Manuela D’Ávila (Psol) e Paulo Pimenta (PT) como pré-candidatos ao Senado, além da desvinculação do PSB com o governo Eduardo Leite após intervenção nacional e a continuidade da federação com PV e PCdoB, além da Rede.

“A eventual desarticulação dessa frente acarretaria desmobilização e frustração de uma base social que dá sinais inequívocos de que não aceitará ver uma construção coletiva ser substituída por uma imposição definida a portas fechadas, sem diálogo e sem transparência.”

A carta faz críticas ao PDT e a possível falta de identidade de Juliana Brizola com a reeleição de Lula. Apesar de disso, mantém aberta uma possibilidade de coligação. “Seguimos dispostos a manter o diálogo com o PDT no Rio Grande do Sul, sem imposições, até o período das convenções partidárias. Neste momento, entendemos que o palanque já estruturado é o mais amplo e mais potente para sustentar a reeleição do presidente Lula no estado.”

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No documento, os partidos também criticam uma possível imposição nacional do PT. “A eleição no Rio Grande do Sul não pode ser tratada como secundária. Temos uma história, um legado e uma responsabilidade que precisam ser respeitados.”

As pesquisas, abordadas pelo PDT como uma vantagem de Juliana Brizola sobre Pretto, também foram citadas. “Em 2022, as pesquisas foram determinantes para que não chegássemos ao segundo turno da eleição estadual. Na última pesquisa IPEC, divulgada três dias antes da votação, Eduardo Leite aparecia com 38% e Edegar Pretto com 15%. Na apuração final, ambos tiveram 26% dos votos válidos, com uma diferença de apenas 2.441 votos — o equivalente a 0,04%.”

Reunião com o diretório e negativa de Vanazzi

No início da tarde, Pretto publicou uma mensagem em suas redes sociais comunicando que recebeu um documento do presidente nacional do PT, Edinho Silva, com a tática eleitoral para o Rio Grande do Sul. Ele diz que na condição de pré-candidato, solicitou a convocação do Diretório Estadual do PT para tratar deste tema.

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O ex-deputado reiterou que a decisão da frente ampla liderada pelo PT deve ser respeitada no Estado. “Democracia é construção, não imposição. Não pode ser seletiva, precisa ser respeitada em todas as instâncias”, completou.

A orientação nacional deixa exposta uma divergências entre os petistas, já que define Juliana Brizola como representante da estratégia política no Estado. 

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Já o ex-prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, negou que tenha sido procurado para eventualmente ocupar a função de vice-governador em uma chapa encabeçada por Juliana Brizola. “Reitero que não tratei desse tema e considero que qualquer hipótese de retirada da coandidatura do companheiro Edegar Pretto seria um grave erro político e um prejuízo à classe trabalhadora gaúcha, à esquerda e ao próprio PT.”

Quem ganha com a disputa da esquerda?

Diretor do Instituto Methodus, José Carlos Sauer avaliou o cenário político com a “disputa interna” entre a esquerda gaúcha. Ele reforça que os mesmos eleitores que hoje mantém Juliana Brizola na 2ª posição das pesquisas, atrás de Luciano Zucco (PL), não votariam no PT de Edegar Pretto. “As intenções de votos não são somadas. Esse eleitorado que está olhando para a Juliana Brizola é o mesmo que apoia o governo Eduardo Leite, mas não acredita em um projeto de continuidade sem o mesmo.”

O mesmo vale para o percentual que aponta um futuro voto em Pretto. “Essa itenção de voto não seria convertida para a Juliana de forma automática. Talvez, no 2º turno por considerar um voto útil”, afirma.

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Foi exatamente o que aconteceu nas últimas duas eleições, quando o PT ficou de fora da disputa no 2º turno e Eduardo Leite saiu vencedor com o voto petista diante de José Ivo Sartori (MDB) e Onyx Lorenzoni (PL), em 2018 e 2022, respectivamente. “Foram os eleitores de esquerda que deram as vitórias ao Eduardo Leite.”

Para Sauer, uma eventual saída do PT pode fortalecer Gabriel Souza (MDB), deixando a eleição menos ideológica e mais técnica. No entanto, o principal concorrente de Zucco no campo da ideologia é Pretto. “Que faz com que o enfrentamento fique nesse campo das ideologias. Temos que avaliar os próximos passos”, reforça.

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