Pré-candidata do PDT ao Palácio Piratini, Juliana Brizola publicou uma carta em suas redes sociais, reforçando sua trajetória na luta pela democrácia e ideais trabalhistas. A publicação aconteceu após nomes históricos ligados ao PT criticarem uma possível aliança com os trabalhistas no âmbito estadual, reforçando a pré-candidatura de Edegar Pretto em outubro.
Denominada “Pela unidade do campo democrático, pela vitória do Brasil e do Rio Grande”, o texto menciona que a política está cada vez mais distante da vida real, falando mais de si e menos das pessoas. “Enquanto isso, o que deveria estar no centro do debate foi sendo empurrado para a margem: o emprego, a renda, a saúde, a segurança, a escola, o transporte, a dignidade de quem acorda cedo, trabalha duro, paga imposto e espera que o estado funcione. Política é ferramenta de transformação e precisa servir às pessoas.”

Foto: Eduardo Rocha/Divulgação
A ex-deputada afirma que o momento é decisivo para o país. “A democracia brasileira segue ameaçada pelo avanço do autoritarismo, marcado pela intolerância e pela desinformação.” Lembra também o golpe militar de 1964, citando Getúlio Vargas, João Goulart e o avô, Leonel Brizola.
“Por isso, relembro que o Partido Democrático Trabalhista (PDT) é o partido dos exilados, dos cassados e dos que resistiram à ditadura. E, por essa razão, jamais poderia estar ao lado de quem cassou, exilou e torturou. Carrego na memória — e na história que represento — as dores desse passado que não pode se repetir.”
Em resposta às críticas de petistas e políticos de esquerda, destacou o compromisso na campanha eleitoral que vai buscar a reeleição de Lula (PT) ao Palácio do Planalto. “Essa é uma decisão construída nacionalmente pelo PDT e é esse caminho que queremos liderar aqui no Rio Grande do Sul.”
E faz questionamentos a divisão na esquerda gaúcha. “A quem serve irmos, mais uma vez, divididos para a eleição? Qual o preço que o nosso campo está disposto a pagar por essa fragmentação? Marcar posição e eleger parlamentares é importante, mas é a nossa prioridade nesse momento?”
PDT fora do governo de Eduardo Leite
Partidos como o PT, Psol e PSB têm criticado o fato do PDT seguir na base de sustentação do governo Eduardo Leite (PSD), inclusive ocupando cargos e secretárias. Neste cenário, Juliana comunicou a saísa do partido desta base. “Como passo necessário para construir uma alternativa livre, coerente e comprometida com o desenvolvimento econômico e justiça social.”
Para a pré-candidata, seu desempenho nas pesquisas eleitoitorais mostra que possui melhores condições para vencer. Por isso, se coloca à disposição para construir um projeto ao lado de partidos alinhados a reeleição de Lula. “Lula lá, Brizola aqui!”, finaliza.
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