A Secretaria da Educação (Seduc) detalhou as medidas preventivas adotadas para enfrentar a onda de calor e garantir o bem-estar de estudantes, professores e profissionais da educação e descartou a suspensão das aulas na rede estadual.
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Foto: Divulgação/ Secom
Apesar da previsão de calor extremo nos próximos dias, as aulas para os 700 mil alunos de 2.320 colégios da rede estadual do Rio Grande do Sul serão mantidas. A decisão foi tomada após uma reunião realizada nesta terça-feira (25) no Centro Administrativo de Contingência, em Porto Alegre, que contou com a presença das secretárias da Educação, Raquel Teixeira, e de Obras Públicas, Izabel Matte, além de representantes do Sindicato dos Professores Estaduais (CPERS).
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“Superamos a Covid-19 e as enchentes fazendo as adaptações necessárias. Suspender as aulas nunca deve ser a primeira alternativa. Todo esforço deve ser feito para manter a criança na escola, até porque, para muitos de nossos estudantes, a alimentação escolar é essencial. Temos recomendado a inclusão de saladas, frutas e verduras na merenda, além de reforçar a hidratação. A convivência escolar também é importante para discutir os impactos das mudanças climáticas e quais medidas podem ser tomadas no ambiente escolar”, afirmou a secretária Raquel.
Segundo ela, “algumas escolas estão bem preparadas” para enfrentar o calor extremo, enquanto “uma minoria enfrenta condições mais precárias”. Na semana passada, o Estado enviou um ofício aos gestores escolares com recomendações para lidar com as altas temperaturas, incluindo a possibilidade de ajustar os horários de entrada e saída dos alunos.
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Durante a reunião, Raquel destacou que, em casos excepcionais relacionados ao calor, as escolas devem comunicar as Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) para avaliação e decisões conjuntas. O sindicato foi convidado a sugerir aperfeiçoamentos na documentação, e novas reuniões podem ocorrer nas próximas semanas.
Orientações da Seduc para dias de calor extremo:
• Ajustes nos horários de entrada e saída dos alunos;
• Suspensão de atividades físicas durante os períodos mais quentes;
• Reforço na hidratação dos estudantes;
• Adaptação do cardápio da merenda escolar;
• Reorganização de atividades ao ar livre, priorizando espaços cobertos e ventilados.
Recursos estaduais
Os recursos do programa Agiliza Educação, que totalizam R$ 503 milhões, sendo R$ 180 milhões liberados apenas em dezembro de 2024, podem ser utilizados para a aquisição de itens emergenciais que minimizem os efeitos do calor, como ventiladores, ar-condicionados e bebedouros.
“Esta não é a primeira e nem será a última onda de calor. Essa é a realidade ambiental que criamos para nosso planeta”, ressaltou Raquel. Já a secretária Izabel afirmou que o governo trabalha para solucionar problemas de infraestrutura em cerca de 800 colégios estaduais, com ênfase na rede elétrica.