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POLÍTICA

Conselho de Ética da Câmara de Novo Hamburgo apura denúncia de suposto assédio moral contra vereadora

Investigação apura conduta da vereadora Professo Luciana Martins (PT) após denúncia de duas servidoras; parlamentar nega acusações e fala em tentativa de silenciamento político

Publicado em: 09/10/2025 às 22h:21 Última atualização: 09/10/2025 às 22h:21
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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Novo Hamburgo notificou, nesta quarta-feira (8), a vereadora Professora Luciana Martins (PT) sobre a abertura de um processo ético-disciplinar. A medida decorre de denúncia apresentada por duas funcionárias da Casa Legislativa — uma servidora efetiva e uma estagiária — que relataram suposto assédio moral ocorrido no âmbito da Procuradoria Especial da Mulher, órgão atualmente presidido pela parlamentar.

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Luciana nega | abc+



Luciana nega

Foto: Daniele Souza/CMNH

Com a notificação, Luciana Martins terá 20 dias para protocolar sua defesa escrita, indicar testemunhas e apresentar provas que considerar pertinentes. Após essa etapa, o Conselho — presidido pelo vereador Juliano Souto (PL) — deverá realizar oitivas de testemunhas e demais diligências antes da elaboração do relatório final.

Segundo Souto, o colegiado seguirá o rito previsto no Regimento Interno da Câmara.

“O relator viu indícios e entendeu que os fatos precisam ser apurados pelo princípio pró societate. A vereadora constituiu advogado para representá-la e terá todo o direito ao contraditório e à ampla defesa”, afirmou.

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Conforme o regimento, o relator deverá emitir parecer concluindo pelo arquivamento ou prosseguimento do processo. Caso a comissão entenda que houve infração ética, as penalidades previstas incluem repreensão, suspensão do exercício do mandato por 30 dias ou cassação do mandato.

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Defesa da vereadora

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (9), a vereadora Luciana Martins afirmou ter sido “surpreendida” pela instauração do processo e classificou as acusações como “fantasiosas”.

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“Os fatos noticiados na representação são fantasiosos e serão facilmente afastados durante o processo. A acusação é, basicamente, de que fui grosseira com servidoras que atuavam na Procuradoria da Mulher. Contudo, o objetivo é, sabemos, iniciar uma perseguição política contra uma vereadora mulher e de oposição”, declarou.

A parlamentar também solicitou que as sessões do Conselho de Ética sejam públicas e transmitidas pela TV Câmara, com o argumento de que “a transparência é essencial para o amplo conhecimento da sociedade hamburguense”.

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“Ressaltamos nossa confiança de que a Presidência da Casa não será conivente com a tentativa de perseguição e silenciamento de nosso mandato”, completou Luciana.

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Conselho descarta transmissão e nega perseguição política

O presidente do Conselho, Juliano Souto (PL), negou qualquer motivação política no processo e afirmou que o pedido da vereadora para transmissão das sessões foi descartado.

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“Ao meu ver, não procede a afirmação de perseguição. Trata-se de duas mulheres sem filiação partidária ou qualquer interesse político em prejudicar a vereadora”, disse.

Souto explicou que o Conselho recebeu a representação há cerca de um mês e optou por conduzir a apuração de forma reservada, para preservar a imagem das partes envolvidas.

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“Não podemos abrir as audiências nem transmiti-las pela TV Câmara, pois as próximas etapas envolvem oitiva de testemunhas que não são personalidades públicas. Além disso, o regimento da Câmara não prevê esse tipo de divulgação”, afirmou o parlamentar.

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Ele destacou ainda que todas as audiências serão gravadas e acompanhadas pela Procuradoria da Câmara, garantindo a legalidade e a integridade do processo.

O prazo para conclusão dos trabalhos dependerá das diligências, mas a expectativa é de que o Conselho finalize o caso nos próximos meses.

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