Deputados estaduais que integram a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul receberam ameaças de morte por e-mail.
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A mensagem, enviada na noite de quarta-feira (5), continha xingamentos, ofensas de teor misógino e descrições violentas de ataques contra os parlamentares, especialmente a deputada Luciana Genro (PSOL) e ao deputado Adão Pretto (PT).

Foto: Divulgação: Fernando Gomes / ALRS
A superintendência da Assembleia foi notificada, e os parlamentares registraram boletim de ocorrência no Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que agora conduz a investigação.
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Entre as mensagens enviadas, o autor diz que Luciana Genro deveria ser “silenciada com um tiro” e “executada em público”. Adão Pretto, presidente da CCDH, também foi alvo de ofensas racistas, sendo acusado de “trair a própria raça” e ameaçado de ter um “fim lento e cruel”.
O remetente chegou a se identificar com nome e CPF, mas a superintendência da Assembleia confirmou que o registro informado nunca deu entrada na Casa — onde é obrigatória a identificação de visitantes.
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“Não me surpreende que a mesma pessoa que nos ameaça direcione seu ódio à negritude, aos nordestinos e à população LGBTQIA+. Essa é a postura esperada da extrema-direita: atacar a diversidade e os defensores dos direitos do povo mais pobre. Não admitiremos a impunidade de um marginal que se esconde atrás de um computador”, afirmou Luciana Genro.
Reincidência de ameaças
O caso lembra outro episódio ocorrido em outubro do ano passado, quando a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB) e sua filha foram ameaçadas de morte e estupro. O suspeito foi preso cerca de um mês depois, em Jundiaí (SP), pela Polícia Civil gaúcha.