abc+

POLÍTICA

Deputados da Comissão de Direitos Humanos são ameaçados de morte

Luciana Genro e Adão Pretto receberam ameaças de morte com conteúdo misógino e racista; Polícia Civil investiga o caso

Publicado em: 06/11/2025 às 18h:41 Última atualização: 06/11/2025 às 18h:41
Publicidade

Deputados estaduais que integram a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul receberam ameaças de morte por e-mail.

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

A mensagem, enviada na noite de quarta-feira (5), continha xingamentos, ofensas de teor misógino e descrições violentas de ataques contra os parlamentares, especialmente a deputada Luciana Genro (PSOL) e ao deputado Adão Pretto (PT).

O episódio remete a outro caso ocorrido em outubro do ano passado, envolvendo a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB) | abc+



O episódio remete a outro caso ocorrido em outubro do ano passado, envolvendo a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB)

Foto: Divulgação: Fernando Gomes / ALRS

A superintendência da Assembleia foi notificada, e os parlamentares registraram boletim de ocorrência no Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que agora conduz a investigação.

LEIA MAIS: Câmara de Portão aprova CPI para apurar supostas irregularidades na Prefeitura

Publicidade

Entre as mensagens enviadas, o autor diz que Luciana Genro deveria ser “silenciada com um tiro” e “executada em público”. Adão Pretto, presidente da CCDH, também foi alvo de ofensas racistas, sendo acusado de “trair a própria raça” e ameaçado de ter um “fim lento e cruel”.

O remetente chegou a se identificar com nome e CPF, mas a superintendência da Assembleia confirmou que o registro informado nunca deu entrada na Casa — onde é obrigatória a identificação de visitantes.

CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Publicidade

“Não me surpreende que a mesma pessoa que nos ameaça direcione seu ódio à negritude, aos nordestinos e à população LGBTQIA+. Essa é a postura esperada da extrema-direita: atacar a diversidade e os defensores dos direitos do povo mais pobre. Não admitiremos a impunidade de um marginal que se esconde atrás de um computador”, afirmou Luciana Genro.

Reincidência de ameaças

O caso lembra outro episódio ocorrido em outubro do ano passado, quando a deputada Bruna Rodrigues (PCdoB) e sua filha foram ameaçadas de morte e estupro. O suspeito foi preso cerca de um mês depois, em Jundiaí (SP), pela Polícia Civil gaúcha.

Publicidade
Publicidade

Matérias Relacionadas