Autorizado pela Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, o parcelamento da dívida de R$ 18,4 milhões da Prefeitura com o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem), deve ser o último. Ao menos é o que garantiu o prefeito Gustavo Finck (PP), presente na primeira das duas sessões legislativas desta quarta-feira (18).

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
“Nunca mais vamos parcelar o Ipasem até o fim do meu mandato em 2028”, afirmou o mandatário. Finck reforçou que os juros simples de 0,5% ao mês, além do reajuste das parcelas conforme variação inflacionária, também serão pagos. “Vamos pagar os juros, mas será a última vez.”
De acordo com a Prefeitura, uma medida semelhante foi adotada no início de 2025. No entanto, o valor parcelado havia ultrapassado R$ 31 milhões. O Executivo salienta que o parcelamento é fundamental para assegurar a regulação do Município junto aos órgãos federais.
O vereador Enio Brizola (PT), que votou contra o Projeto de Lei n° 10/2026, diz não acreditar nas promessas. “Já ouvimos essa promessa mais de uma vez”, argumenta o parlamentar.
Outro voto contrário foi da vereadora Professora Luciana Martins (PT). “Se essa casa [Câmara de Vereadores] aprovar algo que é ruim para a cidade, é uma escolha do Legislativo”, explicou, ao criticar o parcelamento.
Os outros três vereadores contrários ao projeto de lei foram: Cristiano Coller (PP), Daia Hanich (MDB), Felipe Kuhn Braun (PSDB), todos da base governista na Câmara de Vereadores.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
No total, foram oito votos favoráveis: Deza Guerreiro (PP), Giovani Caju (PP), Ito Luciano (Podemos), Elton Avila (Podemos), Ico Heming (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Nor Boeno (MDB) e Ricardo ‘Ica’ Ritter (MDB).
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