A sede oficial do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Novo Hamburgo foi alvo de duas invasões e atos de vandalismo durante o feriadão de Páscoa, em abril deste ano. A destruição, no entanto, só veio a público nesta terça-feira (8).
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Foto: Divulgação/ MDB Novo Hamburgo
Segundo a coordenação do partido, a direção optou por não divulgar o caso até a conclusão da perícia solicitada pela seguradora, realizada na última semana.
De acordo com o diretório municipal, o local — que leva o nome do ex-prefeito de Novo Hamburgo e ex-deputado estadual Jair Foscarini — foi completamente depredado e teve diversos itens furtados.
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Depredação e furto de equipamentos
Os primeiros sinais da invasão foram percebidos por membros do partido ao chegarem à sede para buscar documentos na terça-feira do dia 22 de abril. “Foi um verdadeiro avassalo o que fizeram no interior da sede. Não se trata apenas de vandalismo, mas de um furto de grande expressão”, declarou Eliseu Raimundo, presidente do diretório do MDB na cidade.
De acordo com ele, os criminosos quebraram mesas, armários, cadeiras, vasos sanitários e até uma parede. Além disso, foram levados diversos equipamentos e utensílios, como a fiação elétrica, sistema de alarme e videomonitoramento, geladeira, ar-condicionado, ventiladores, utensílios de cozinha e documentos.
“É inacreditável o que fizeram. O que se vê dentro da sede é muito triste. Encontramos documentos espalhados pela rua e muita coisa se perdeu. Foi tão chocante que nem pensamos inicialmente em divulgar o ocorrido”, lamentou Raimundo.
Uma semana após a primeira invasão, o local foi novamente violado, o que levantou suspeitas de que os criminosos retornaram para tentar levar mais itens. Um boletim de ocorrência foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil, que investiga o caso.
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Prejuízo estimado em mais de R$ 100 mil
A estimativa inicial de prejuízo supera os R$ 100 mil. Segundo o presidente do MDB local, será necessário refazer toda a estrutura elétrica, instalar um novo sistema de segurança e até construir um muro para reforçar a proteção do espaço.
“Antes, reformar a sede era uma meta. Agora virou uma obrigação. O patrimônio tem valor simbólico para os nossos filiados. Já estamos mobilizando todos os núcleos do partido e organizando um mutirão para iniciar a limpeza e a reconstrução”, concluiu Raimundo.
MDB regional repudia o ataque e oferece apoio
Os ataques à sede emedebista de Novo Hamburgo foram vistos pela Coordenadoria do Vale do Sinos do partido como um “golpe contra a democracia e a trajetória política da legenda”. Em nota, a entidade reafirmou sua solidariedade, condenou o ato de violência e se comprometeu com a reconstrução do espaço.