Os mais de 100 mil eleitores aptos a votar em Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo (12) para escolher o próximo prefeito, ou prefeita, do município. A cidade da região metropolitana terá a quarta eleição nos últimos seis anos, desta vez causada pelo impeachment do prefeito Cristian Wasem (MDB) e do vice, Delegado João Paulo Martins (PP), aprovado em janeiro pela Câmara de Vereadores.
A eleição suplementar conta com quatro candidatos: Claudine Silveira (PP), Jussara Caçapava (Avante), Laís Cardoso (Psol) e Tairone Keppler (PT). O pleito mobilizou bases políticas, deixando as ruas com clima eleitoral em pleno abril, seis meses antes das eleições gerais de outubro.

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Bandeiras, adesivos, caminhões de som e discusos inflamados eram vistos em todos os bairros. Atualmente a prefeitura é administrada interinamente por Jussara Caçapava, presidente do Legislativo.
Jussara é apoiada por oito partidos: PL, Republicanos, MDB, PDT, PSD, Podemos, PSDB e Cidadania. Ela tem como vice-prefeito o vereador Mano do Parque (PL).
Na oposição, outra vereadora disputa o voto dos eleitores. Claudine Silveira, esposa do ex-vice-prefeito Delegado João Paulo. A candidata tem ao seu lado o vice Marco Albernaz, também do PP.
Já a esquerda entra na eleição suplementar dividida. De um lado está a federação PT, PCdoB, PV, com Tairone e Cláudia Azevedo. Enquanto a federação Psol e Rede terá Laís Cardoso e Breno Munhoz como candidatos.
O impeachment
Wasem e João Paulo foram denunciados por contratações sem licitação, com favorecimento de aliados políticos. Os fatos teriam ocorrido no momento em que o então vice-prefeito ocupava o cargo de prefeito.
Conforme a denúncia protocolada pelo suplente de vereador Valdemir de Almeida, o Xereta (PL) , o João Paulo teria suspendido uma licitação e autorizado contratos emergenciais de limpeza e conservação de Unidades Básicas de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. O valor do contrato teria sido maior que o do certame inicial.
A Comissão Processante que analisou o caso apontou que a empresa contratada não tinha sede física, além de não ter apresentado atestados de experiência prévia, idoneidade e capacidade técnica. Além disso, o relatório expôs que a prefeitura deixou de fazer contribuições ao Instituto de Previdência dos Servidores (Iprec), utilizando parcelamentos de forma inadequada, caracterizando pedaladas fiscais.
O impeachment foi aprovado por 14 votos favoráveis e 3 contrários. Wasem e João Paulo haviam sido reeleitos em 2024. A dupla também venceu uma eleição suplementar em 2022 após a cassação de Miki Breier (PSB) e Maurício Medeiros (MDB) em decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
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