Questionado pelo Grupo Sinos sobre a CPI dos Contratos de Concessão de Rodovias Estaduais, que será instalada nesta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa, o governador Eduardo Leite (PSD) foi firme. “Aqui [no RS] se formou uma associação entre a esquerda e a direita para contestar e atacar a partir da CPI, mas nós vamos enfrentar, como sempre enfrentamos. Nosso governo é um governo de coragem.”
Ele também garantiu que o leilão do Bloco 2, previsto para o mês de março de 2026, está mantido. “Não colabora com os interesses do Estado [a CPI]. Mas, o governo não deixará de fazer o leilão. Já temos o edital do Bloco 2 e seguramente há muito mais entendimentos favoráveis do que contrários.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
O governador também expôs a necessidade em qualificar a malha viária gaúcha. “Estou absolutamente convicto na necessidade de o Estado fazer as concessões. Em 40 anos o Rio Grande do Sul fez 50 quilômetros de duplicação com sua própria capacidade. Estamos propondo dois blocos de concessão que em 10 anos vão duplicar 600 quilômetros.”
Leite reitera que as obras devem mudar o Estado de patamar e citou exemplos de outros governos que também optaram por projetos de concessões à iniciativa privada, como São Paulo, atualmente governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), além do próprio governo federal. “Que é do PT e faz concessões em rodovias federais.”
Por fim, o governador lembrou de momentos de tensão durante reformas no serviço público e na previdência. “Colocamos as contas em dia, temos capacidade de investimento e estamos aqui fazendo uma mudança profunda na vida do Estado. Esse governo não vai se acovardar e não deixará de fazer o que tem que ser feito”, completou.
Sessão e CPI
A sessão ordinária começa às 14 horas no Plenário 20 de Setembro e moradores do Vale do Paranhana devem comparecer a fim de se manifestar contrariedade a concessão do Bloco 1, composto por nove rodovias: RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466, RS-474 e a nova RS-010.
Já a CPI será oficializada a partir das 17 horas, também na Assembleia Legislativa. Os trabalhos serão iniciados na sexta-feira (19).
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