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NOVO HAMBURGO

"Eu dava um bufete e largava direitinho": Vereador causa polêmica ao falar sobre bater no filho e Conselho Tutelar pede retratação

Declarações de Joelson Araújo (Republicanos) geraram reação formal dos Conselhos Tutelares de Novo Hamburgo

Publicado em: 19/09/2025 às 18h:44 Última atualização: 19/09/2025 às 18h:45
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O Conselho Tutelar de Novo Hamburgo protocolou, nesta semana, um ofício junto à Câmara de Vereadores solicitando que o Conselho de Ética tome providências em relação às declarações do vereador Joelson de Araújo (Republicanos), feitas em sessão plenária no dia 10 de setembro.

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Nota de repúdio foi protocolada após fala que sugeriu "bater para educar" filhos | abc+



Nota de repúdio foi protocolada após fala que sugeriu “bater para educar” filhos

Foto: Divulgação:Pyetra Trindade/CMNH

Durante pronunciamento, Araújo defendeu o uso da violência física como método de educação de crianças. O vereador afirmou: “Meu filho, eu dava um bufete e largava direitinho. […] É assim que tem que ser: pai tem que c**** a pau o filho que não faz as coisas certas. Se quiser só abraçar e beijar […] depois tão ali ó, com baseado, cheirando, fumando. Daí o pai chora porque na hora que tinha que fazer o filho dar uma choradinha, não fez”.

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As falas ocorreram após uma intervenção do vereador Giovani Caju (PP), que comentava sobre situações envolvendo pessoas em situação de rua e a necessidade de ações conjuntas, como a proposta que articula em parceria com o vereador Juliano Souto (PL) para desestimular tanto o ato de pedir quanto o de dar esmolas. Caju chegou a descrever que alguns moradores “comem, dormem e defecam no mesmo lugar”, referindo-se à presença dessas pessoas nas ruas da cidade.

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Repercussão 

Em resposta, os Conselhos Tutelares manifestaram repúdio público, destacando que as declarações de Araújo ferem diretamente a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Penal Brasileiro ao incentivar agressões físicas contra crianças e adolescentes.

No documento assinado pelos Conselhos Tutelares Regiões 1 e 2, enviado ao Conselho de Ética, os colegiados solicitam uma retratação pública por parte do vereador e medidas que impeçam o uso da tribuna da Câmara para discursos que incitem qualquer tipo de violência. “Reafirmamos nosso compromisso com a proteção integral da infância e juventude e reiteramos que nenhuma forma de violência contra pessoas vulneráveis pode ser tolerada ou naturalizada”, afirmaram em nota oficial.

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