Investigado por comércio ilegal de arma de fogo e munição — crime cuja pena varia de 6 a 12 anos de reclusão — o líder comunitário Gilvânio José Abreu da Silva, conhecido como Pantio, de 36 anos, assumirá na próxima segunda-feira (30) uma cadeira na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo.
Ele é o segundo suplente do Progressistas (PP) e ocupará por um dia a vaga de Cristiano Coller (PP), presidente da Casa, que teve licença aprovada para tratar de assuntos particulares.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
A licença do vereador titular foi formalizada em votação única no dia 16 de junho. Nestes casos de afastamento em cargos eletivos proporcionais, como nas câmaras municipais, assume o suplente mais bem votado da legenda que não esteja em exercício.
O primeiro suplente do PP, o ex-vereador e Inspetor Luz, comissário da Polícia Civil, declinou da vaga devido à incompatibilidade com o trabalho na 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo. Assim, Pantio, que recebeu 1.643 votos nas eleições de 2024, tornou-se o próximo na linha sucessória.
Passagem relâmpago
Embora a passagem pelo Legislativo tenha previsão de durar apenas 24 horas, Pantio afirmou que aproveitará a oportunidade para levar demandas da população.
“Já encaminhei algumas solicitações por intermédio de outro vereador do partido para agilizar propostas que queremos apresentar”, disse. Ele ressaltou que pretende usar a breve atuação parlamentar para representar moradores do bairro Santo Afonso e da Vila Palmeira, destacando a importância de ações voltadas à reconstrução do bairro após os impactos recentes das enchentes.
Processo na Justiça
Exonerado do cargo, o ex-subsecretário de Obras da Prefeitura de Novo Hamburgo e figura conhecida no bairro Santo Afonso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por envolvimento com organização criminosa.
Ele foi preso preventivamente durante uma operação policial em março, ficando quase 30 dias detido. No dia 10 de abril, o Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) aceitou o habeas corpus apresentado pela defesa e liberou Pantio para responder ao processo em liberdade.
Na ocasião, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como: comparecimento a todos os atos processuais para os quais for intimado, proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial, obrigação de manter o endereço residencial atualizado e proibição de manter contato com os demais denunciados.