Passa a valer oficialmente nesta segunda-feira (17) a exoneração da secretária de Gestão, Governança e Desburocratização de Novo Hamburgo, Andréa Schneider Pascoal. Foi na sexta-feira (14) que ela comunicou ao prefeito Gustavo Finck (PP) sua decisão de deixar o cargo. A exoneração deve sair no Diário Oficial do Município (DOM) ainda nesta segunda.

Foto: Ramon Belmonte/PMNH
A saída de Andrea Schneider Pascoal do governo é emblemática por pelo menos dois motivos. O primeiro é o peso que ela tinha na administração municipal. Boa parte do dia a dia do governo passava por Andrea, que fazia a conexão entre o prefeito e o secretariado. A advogada liderou a transição e foi o primeiro nome do alto escalão anunciado por Finck, ainda em 2024.
O segundo motivo pelo qual a saída de Andrea chamou atenção – e gerou especulações – é o timming. Ao mesmo tempo em que cria uma agenda positiva ao anunciar a volta de eventos como Feira do Livro e Natal e a construção de uma rua coberta, o prefeito virou réu em uma ação popular que denuncia suportas irregularidades na licença de instalação da loja da Havan em Novo Hamburgo. Finck diz que “não há nada obscuro na vinda da Havan”.
Do ponto de vista político, a saída de Andrea acontece após votação importante – e polêmica – na Câmara Municipal e a chegada ao governo de Naason Luciano (Podemos), secretário da Saúde no governo de Fatima Daudt (MDB). Naason é filho do experiente político Ito Luciano, com quem Finck teve atritos entre o fim do ano passado e o início de 2025.
Naason foi nomeado como assessor especial de Gustavo Finck. Um ano atrás, na condição de vereador e prefeito eleito, Gustavo Finck disse que era o fim da “era dos Luciano”, referindo-se à distribuição de cargos na administração. Também no ano passado Finck criticou que Fatima Daudt tivesse assessor especial. “O que faz um assessor especial”, questionou na época.
Ainda não se sabe ao certo quem ficará no lugar de Andrea Schneider Pascoal cumprindo o papel de gerente-geral do governo. Uma das possibilidades é o próprio Naason. Nomes ligados aos deputados estadual Delegado Zucco (Republicanos) e federal Luciano Zucco (PL) não estariam no radar devido ao afastamento dos políticos com o governo, embora tenham sido importantes apoiadores de Finck na campanha.