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"Não devo nada": Vereador alvo de operação da Polícia Civil se diz inocente em sessão da Câmara de Estância Velha

Professor Marcelinho Stoffel é suspeito de participação em esquema de ameaças, coação e tentativa de corrupção contra outros vereadores da cidade

"Não devo nada": Vereador alvo de operação da Polícia Civil se diz inocente em sessão da Câmara de Estância Velha
Publicado em: 19/05/2026 às 22h:09 Última atualização: 19/05/2026 às 22h:10
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O vereador de Estância Velha Professor Marcelinho Stoffel (Cidadania) se manifestou nesta terça-feira (19) sobre a operação policial da qual foi alvo na última semana. A fala aconteceu durante a sessão na Câmara de Vereadores.

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Professor Marcelinho Stoffel é suspeito de participação em esquema de ameaças, coação e tentativa de corrupção contra outros vereadores da cidade | abc+



Professor Marcelinho Stoffel é suspeito de participação em esquema de ameaças, coação e tentativa de corrupção contra outros vereadores da cidade

Foto: Reprodução

“Estou passando por uma situação muito difícil na minha vida. Coisas que jamais pensei que aconteceriam comigo, por ser professor e formador de homens de caráter e pessoas de bem”, começou o parlamentar. Ele se referia à investigação conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, que revelou detalhes do suposto esquema de ameaças, coação e tentativa de corrupção contra vereadores de Estância Velha.

Visivelmente emocionado, Stoffel explicou que havia ido até Parobé na noite de quinta-feira (14), onde participou de um encontro com a deputada federal Any Ortiz (PP). Já na manhã de sexta-feira (15), acabou surpreendido pela Polícia Civil.

“5h30 da manhã, chegaram policiais na minha casa. Isso é inadmissível, acontecer isso comigo. [Minha filha] foi atender a porta e a polícia com a arma na cara da minha filha. Nunca fui metido com nada, com traficante ou facção. Não dá para acreditar em uma coisa dessas. Minha filha passou mal o dia inteiro e minha esposa não consegue nem dar aula”, falou.

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O vereador afirma que sua casa foi revirada pelos policiais, que estariam em busca de armas e dinheiro. “A minha filha vomitou, passou mal. Deu diarreia em nós, a gente não é acostumado a isso”, reforçou.

Stoffel se disse inocente e compartilhou que nesta terça-feira foi até a delegacia, onde prestou depoimento ao delegado responsável pela investigação. “Não devo nada. Com o tempo, vai ser provada a minha inocência, que não tenho envolvimento com nada. Só quero dizer que, acreditem em mim”, completou.

A operação

Conforme o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, o grupo investigado teria atuado para pressionar parlamentares a não interferirem na compra de um prédio comercial de pouco mais de R$ 7 milhões pela Prefeitura de Estância Velha.

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A operação, batizada de Expropriatus, foi desencadeada na manhã de sexta-feira, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Estância Velha e Novo Hamburgo.

A Polícia não fala em nomes, mas a reportagem apurou que o principal alvo da investigação é o ex-vereador de Novo Hamburgo Emerson Fernando Lourenço, conhecido como Fernandinho. Ele é apontado como o articulador do esquema que buscava impedir que vereadores estancienses interferissem na compra do imóvel onde a Prefeitura pretende instalar a Secretaria de Saúde.

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Em janeiro deste ano, a aquisição do prédio gerou debate político e motivou, inclusive, uma ação judicial por parte de vereadores para tentar melar o negócio. Conforme a investigação, a partir dessas movimentações surgiram as supostas tentativas de cooptação, com ofertas de vantagens indevidas e ameaças direcionadas aos parlamentares.

Em nota, o ex-vereador Fernandinho Lourenço se manifestou sobre o caso. Ele garante recebeu com surpresa as informações divulgadas na imprensa sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil.

Já Stoffel é suspeito de facilitar a tentativa de aproximação com os demais vereadores do município.

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Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a administração municipal afirmou ter recebido a notícia da operação com surpresa, ressaltando que “o ato de desapropriação não tem nenhuma relação com o poder legislativo”.

Veja vídeo:

Vereador de Estância Velha alvo de operação da Polícia Civil se diz inocente em sessão da Câmara
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Segundo a prefeitura, o procedimento para a aquisição do imóvel, avaliado em R$ 7 milhões para abrigar a Secretaria de Saúde, ocorreu por meio de um decreto administrativo unilateral, o que dispensou a necessidade de aprovação pela Câmara de Vereadores.

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