Vereadores de Novo Hamburgo e parte da equipe técnica da Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (Smopi) do Município se reuniram nesta quinta-feira (23) no dique do bairro Santo Afonso para uma prestação de contas sobre as obras no local.
A reunião informal ocorreu após um pedido da vereadora Professora Luciana Martins (PT) para que o titular da Smopi, Eroni Nunes, fosse até o Legislativo hamburguense.
A requisição da parlamentar foi aprovada pelos colegas. Entretanto, os vereadores sugeriram outro encontro no dique, para que dúvidas fossem sanadas.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Cristiano Coller (PP), Deza Guerreiro (PP), Eliton Ávila (Podemos), Ênio Brizola (PT), Ico Heming (Podemos) e Ricardo Ritter (MDB) participaram da reunião. Representantes da vereadora Daia Hanich (MDB), que está em licença saúde, e do vereador Giovani Caju (PP) também estiveram presentes para ouvir os técnicos da pasta.
Um dos profissionais da Smopi, o diretor de obras públicas Dalmar Locateli, explicou que a intervenção realizada no local foi de recuperação. “O dique foi projetado nas décadas de 1970 e 1980. Agora, a verba que nós tínhamos era do governo federal, de R$ 5,6 milhões, para executar a condição do dique na condição prévia à inundação. Conseguimos fazer esse serviço e está um pouco melhor.”
No que se refere ao andamento do reparo, Locateli esclarece que está finalizado. “Está 100% executado, é uma obra de recuperação financiada pelo governo federal.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Questionado pelos vereadores sobre a enchente de maio de 2024, o diretor esclareceu o que aconteceu há dois anos não foi um rompimento. “O dique foi superado pela água. O rio atingiu uma altura maior do que a do próprio dique, passando por cima e empurrou a água de cima para baixo.”
Locateli ressaltou que a estrutura é formada por diversas camadas, inclusive de argila. “A chance do dique romper por empurramento é nula. O dique não vai romper”, confirmou.
Outro questionamento é acerca de sinais de fissuras apontados por moradores. O engenheiro civil explica que não se tratam de rachaduras. “Não são fissuras. São ravinas, da característica da própria argila”, completa.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Pedras foram instaladas para escorar o dique até que a nova vegetação tome forma no local. Já a elevação foi de 60 centímetros a partir da recuperação com argila. “A reforma deveria manter o mesmo projeto original, mas conseguimos aumentar a altura devido ao desconto da empresa vencedora da licitação”, diz.
Agora, o Município está na fase de prestação de contas ao governo federal. “O contrato foi feito com a Defesa Civil nacional”, finaliza.
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