O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), se manifestou através de um vídeo, publicado nas redes sociais, sobre a decisão do Sindicato dos Professores Municipais (Sindprof NH) de entrar em estado de greve até sexta-feira (16).

Foto: Reprodução
Ele cita o decreto de calamidade financeira e atribui a futura paralisação a “fins políticos”. “Nós temos um compromisso muito grande com o servidor. Nós temos passado por um momento muito crítico, mas a partir de 2026 nós vamos cuidar sim do nosso servidor. Trazer a rentabilidade necessária para o nosso servidor trabalhar com tranquilidade. Mas do ano de 2025 nós temos que apagar muitos incêndios. E todos os servidores estão sendo afetados”, diz. Ele afirma, ainda, que o Município não vai “abonar qualquer tipo de falta na cidade”.
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A Prefeitura de Novo Hamburgo havia se manifestado por meio de nota horas antes. “A Prefeitura de Novo Hamburgo vem a público esclarecer que reconhece o direto de greve, fundamentando na Constituição Federal. No entanto, o movimento precisa respeitar a legislação e seus limites.” Além disso, destaca que cumpre a lei federal 11.738/2008 e paga o piso do magistério.
Assembleia na tarde de terça-feira
Na tarde desta terça-feira (13) ocorreu a assembleia geral dos professores da rede municipal de ensino de Novo Hamburgo. Conforme deliberações do Sindprof NH, foi decidido pelo estado de greve.
Com esse alerta estendido até o final da semana, a paralisação efetiva das atividades dos professores municipais poderá ocorrer a partir de segunda-feira (19). “Espera-se que o prefeito apresente uma proposta econômica. Caso não aconteça o encaminhamento do executivo, ocorrerá greve por tempo indeterminado”, afirma a presidente do Sindprof e vereadora Luciana Martins (PT).
Os professores reivindicam quanto ao reajuste salarial anual e a equiparação do vale-alimentação entre os servidores municipais com carga horária de 20 e 40 horas semanais, além do pagamento do piso salarial nacional do magistério.