abc+

Política

Oposição consegue aprovar voto impresso em comissão do Senado; texto vai ao plenário

Medida foi aprovada por 14 votos a favor e 12 contra, apesar da resistência do relator. Registro físico será depositado em urna lacrada para verificação posterior

Publicado em: 20/08/2025 às 14h:52 Última atualização: 20/08/2025 às 15h:07
Publicidade

 

A oposição conseguiu emplacar a inclusão do voto impresso no texto do novo Código Eleitoral aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (20). A medida foi aprovada por 14 votos a favor e 12 contra, apesar da resistência do relator, senador Marcelo Castro.

Publicidade

Urnas eletrônicas têm sido alvo de crítica dos eleitores e parlamentares alinhados com o ex-presidente Jair Bolsonaro | abc+



Urnas eletrônicas têm sido alvo de crítica dos eleitores e parlamentares alinhados com o ex-presidente Jair Bolsonaro

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O destaque apresentado pela oposição determina que as urnas eletrônicas deverão imprimir um registro físico após a confirmação do voto pelo eleitor. Conforme o texto aprovado, esse registro será depositado automaticamente, sem contato manual do eleitor, em uma urna lacrada para fins de verificação.

Segundo informações publicadas pela revista Veja, a proposta representa uma das principais bandeiras dos parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A votação ocorreu durante a sessão da CCJ realizada nas dependências do Senado Federal, em Brasília. De acordo com o texto aprovado, o voto impresso deverá ser implementado já na primeira eleição que ocorrer após a sanção do novo Código Eleitoral.

O senador Marcelo Castro, relator do projeto, posicionou-se contra a implementação da impressão dos votos. Ele defendeu que “a segurança da nossa urna eletrônica, que tem sido utilizada desde 1996, é hoje, sobejamente reconhecida”.

Publicidade

O texto não especifica detalhes sobre como será o processo de verificação dos votos impressos ou quais serão os custos de implementação da medida.

Publicidade