A oposição conseguiu emplacar a inclusão do voto impresso no texto do novo Código Eleitoral aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (20). A medida foi aprovada por 14 votos a favor e 12 contra, apesar da resistência do relator, senador Marcelo Castro.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O destaque apresentado pela oposição determina que as urnas eletrônicas deverão imprimir um registro físico após a confirmação do voto pelo eleitor. Conforme o texto aprovado, esse registro será depositado automaticamente, sem contato manual do eleitor, em uma urna lacrada para fins de verificação.
Segundo informações publicadas pela revista Veja, a proposta representa uma das principais bandeiras dos parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A votação ocorreu durante a sessão da CCJ realizada nas dependências do Senado Federal, em Brasília. De acordo com o texto aprovado, o voto impresso deverá ser implementado já na primeira eleição que ocorrer após a sanção do novo Código Eleitoral.
O senador Marcelo Castro, relator do projeto, posicionou-se contra a implementação da impressão dos votos. Ele defendeu que “a segurança da nossa urna eletrônica, que tem sido utilizada desde 1996, é hoje, sobejamente reconhecida”.
O texto não especifica detalhes sobre como será o processo de verificação dos votos impressos ou quais serão os custos de implementação da medida.
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