Protocolado na segunda-feira (20) na Câmara de Vereadores, o pedido de impeachment do prefeito de Cachoeirinha, Cristian Wasem (MDB), e do vice-prefeito, Delegado João Paulo (PP), foi aceito pelos parlamentares na sessão desta terça-feira (21).

Foto: Divulgação
Foram 13 votos favoráveis e 4 contrários (veja abaixo). Com a aprovação, os vereadores sortearam os componentes da Comissão Processante (CP), responsável por conduzir o processo no Legislativo. A CP é composta pelos seguintes parlamentares: Zeca dos Transportes (Presidente), Mano do Parque (Relator) e Gilson Stuart (Membro).
O pedido de impeachment é assinado pelo advogado Hedrix Gavião, sendo elaborado a pedido do suplente de vereador Almeida Xereta, candidato pelo PL em 2024. O documento aborda a aquisição realizada pelo prefeitura de 14 mil pares de tênis para alunos da rede municipal. Os calçados custaram R$ 1 milhão e foram distribuídos às vésperas das últimas eleições.
Além disso, o repasse de R$ 2,7 milhões a servidora ligada à base política do governo municipal durante o período das enchentes também é citada. Outro ponto é a utilização de perfis institucionais e redes sociais da prefeitura para promover a gestão Wasem/João Paulo, que buscavam a reeleição.
Prefeito e vice foram contatados pela reportagem. Eles afirmaram que uma manifestação por escrito será divulgada nesta quarta-feira (22).
Audiência no TRE
Wasem e João Paulo também são alvos de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na Justiça Eleitoral, podendo causar a cassação dos mandatos. Os objetos são os mesmos vinculados no pedido de impeachment, que precisa ser analisado pelos vereadores.
A audiência foi realizada nesta terça-feira na 143ª Zona Eleitoral e o resultado deve ser conhecido no dia 4 de novembro.
O assessor especial do gabinete do prefeito, André Lima de Moraes, se manifestou por meio de nota, afirmando que a defesa está tranquila e serena.
“Acompanhamos com serenidade e tranquilidade a audiência e a provável sentença de improcedência, pois a parte autora não fez provas das alegações, e, do outro lado, a defesa, fez prova da inocência do prefeito e do vice, seja pela prova documental, seja pela prova testemunhal, com o que a certeza de análise isenta das provas, se verá que a ação é improcedente.”
Votos favoráveis:
Flávio Cabral (MDB); Gilson Stuart (Republicanos); Gustavo Almansa (PT); Jussara Caçapava (Avante); Léo da Costa (PT); Mano do Parque (PL); Marcelo Mattos (MDB); Otoniel Gomes (MDB); Paulinho da Farmácia (PDT); Pricila Barra (Podemos); Sandrinha (Republicanos); Tiago Eli (PP); Zeca dis Transportes (MDB).
Votos contrários:
Claudine Silveira (PP); Cléo do Onze (MDB); Edison Cordeiro (Republicanos); Uilson Droppa (Podemos)
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