O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), embarca neste sábado (1º) para a Espanha, onde cumpre agendas entre segunda (3) e sexta-feira (7).

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
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Esta será a segunda viagem internacional de Finck desde que assumiu a Prefeitura, em janeiro. Em agosto, ele integrou a comitiva da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) que foi à Colômbia.
A informação da viagem da próxima semana foi confirmada ao Grupo Sinos pelo próprio Finck nesta sexta-feira (31), durante audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor.
“Vou viajar para buscar novas tecnologias que possam ser aplicadas em nossa cidade. O intuito é divulgar o município e atrair investidores”, afirmou.
Finck vai participar do Smart City Expo World Congress (SCEWC), em Barcelona, nos dias 4 e 5 de novembro. O congresso é considerado o maior e mais influente evento do mundo sobre inovação urbana, reunindo políticas públicas e práticas de construção de cidades inteligentes.
Além do congresso, a agenda inclui visitas técnicas ao Distrito de Inovação 22@ e a projetos de transformação urbana na Espanha, além de encontros com prefeitos de cidades espanholas para apresentação de iniciativas em urbanismo sustentável e inovação na administração pública. O roteiro também contempla passagem por Madri, com foco em tecnologias aplicadas à mobilidade urbana e experiências em segurança pública.
Conforme o Executivo, a viagem ocorre a convite da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e será custeada pela Granpal e pela FNP.
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Expectativa sobre transmissão do cargo
A viagem reacende o debate sobre a transmissão do cargo de prefeito ao vice, Gerson Haas (PL). Em três ocasiões anteriores ao longo de 2025 — durante a viagem à Colômbia e em duas viagens a Brasília — Finck não transmitiu o cargo, gerando desconforto político nos bastidores do governo. Em nenhum dos casos havia obrigatoriedade de deixar o vice como prefeito.
Conforme a legislação municipal, a transmissão de cargo e a autorização da Câmara para afastamento do prefeito são obrigatórias apenas para ausências superiores a 15 dias. Contudo, é comum que afastamentos menores também sejam formalizados como transferência simbólica do comando.
Na viagem à Colômbia, Haas criticou a ausência de comunicação direta. “Não conversou comigo sobre o assunto. A não passagem do cargo representa falta de consideração e prestígio junto ao vice. Fomos eleitos na mesma chapa com mais de 63 mil votos, mas, pelo nosso ponto de vista, a consideração do prefeito é baixa”, afirmou à reportagem na época.