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VOTAÇÃO FINAL

Projeto que cria vale-alimentação para vereadores vai para votação decisiva nesta segunda-feira (9)

Para ser aprovado em definitivo e seguir à sanção do prefeito Gustavo Finck (PP), o projeto precisa de quórum mínimo de oito vereadores em plenário e de maioria simples dos votos

Publicado em: 06/02/2026 às 19h:23 Última atualização: 06/02/2026 às 19h:24
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A Câmara Municipal de Novo Hamburgo define, nesta segunda-feira (9), o futuro do projeto de lei nº 4/2026, que cria o auxílio-alimentação para os vereadores do município. O Projeto de Lei nº 4/2026, que tramita em regime de urgência, vai para a segunda e definitiva votação em sessão ordinária a partir das 14 horas.

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Proposta prevê benefício mensal de R$ 1.020,77 para os 14 parlamentares | abc+



Proposta prevê benefício mensal de R$ 1.020,77 para os 14 parlamentares

Foto: Divulgação: Daniele Souza/CMNH

O texto, de autoria da Mesa Diretora da Casa – o presidente Juliano Souto (PL), o vice Felipe Kuhn Braun (PSDB) e os secretários Deza Guerreiro (PP) e Ico Heming (Podemos) – prevê a concessão do benefício aos parlamentares independentemente da jornada de trabalho, desde que estejam em pleno exercício do mandato.

Para ser aprovado em definitivo e seguir à sanção do prefeito Gustavo Finck (PP), o projeto precisa de quórum mínimo de oito vereadores em plenário e de maioria simples dos votos.

Na primeira votação, realizada na última quarta-feira (4), a proposta foi aprovada com 11 votos favoráveis e dois contrários, das vereadoras Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT).

O projeto

Caso a proposta seja aprovada e sancionada, os parlamentares hamburguenses, que atualmente recebem R$ 13.122,66 brutos, passarão a contar com um auxílio-alimentação de R$ 1.020,77 mensais pago em pecúnia (dinheiro). Conforme o texto, o valor não integra a remuneração principal, é isento de impostos e terá pagamento retroativo a janeiro de 2026. A partir de 2027, o auxílio será reajustado anualmente com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.

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A Câmara argumenta que a medida atende a normas do ordenamento jurídico e representa um suporte para que os parlamentares desempenhem suas funções com eficiência. “Representa um avanço no suporte aos vereadores, assegurando-lhes condições adequadas para o desempenho de suas atribuições, sempre em conformidade com os princípios da eficiência, economicidade e legalidade”, diz trecho da justificativa do projeto.

O texto também cita um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), que permite a criação do benefício sem a necessidade de esperar pela próxima legislatura.

Reação popular e comparação salarial

Nas redes sociais, a proposta tem enfrentado forte resistência da população. Internautas questionam a disparidade entre os valores destinados aos políticos e aos trabalhadores de outras categorias. “É uma vergonha. Enquanto aposentados e pensionistas precisam se alimentar, pagar luz, água, aluguel, telefone e remédios ganhando um salário mínimo, os governantes criam mais benefícios para si”, questionou um usuário em uma plataforma digital.

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Outro comentário questiona a disparidade: “Vereador: salário quase R$ 13 mil, vale R$ 1 mil. Professor: salário quase R$ 2.500, vale quase R$ 250,00. Está certo isso?”, questionou um morador em uma plataforma digital.

Servidores do Legislativo

Na mesma sessão, será votado de forma definitiva o projeto de lei nº 3/2026, que reajusta o vale-alimentação dos servidores da Câmara. O benefício dos funcionários estava congelado em R$ 823,20 desde abril de 2024 e, caso aprovado, passará a ter o mesmo valor proposto aos vereadores: R$ 1.020,77.

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