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ELEIÇÕES 2026

Quem é Pilili? Conheça o novo mascote lançado pelo TSE

Mais novo mascote foi lançado pelo TSE durante celebração de 30 anos da urna eletrônica

Publicado em: 05/05/2026 às 15h:46 Última atualização: 05/05/2026 às 15h:46
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O Pilili, lançado em comemoração aos 30 anos da urna eletrônica, é o mais novo mascote do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apresentado ao pública na segunda-feira (4), ele está dando o que falar nas redes sociais. 

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Se achou o nome do Pilili conhecido, é porque vem do som emitido pelas urnas na hora da confirmação do voto. A mascote Pilili foi criada, segundo o TSE, para aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem.

Mirando jovens com voto facultativo, a comemoração aconteceu em um auditório, com 120 alunos de quatro escolas diferentes do Distrito Federal, sendo três instituições de ensino públicas e uma privada. Além do Pilili, um personagem em forma de urna eletrônica, o momento também contou com painéis para selfies e exposições lúdicas.

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Durante o evento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, reforçou o sigilo do voto e a segurança das urnas e fez um apelo para que os estudantes votem no pleito de outubro.

Ela também disse que o mascote Pilili vai “andar pelo Brasil” em uma campanha para reforçar a confiança nas eleições. “A urna é sua, é do Brasil e são vocês que têm que defendê-la, porque é a defesa da democracia feita por todos nós”, disse a presidente do TSE.

“O que nós queremos é que cada vez mais, quem chegar a ter 16 anos até 4 de outubro possa votar e ser um verdadeiro cidadão, que diz quem ocupará os cargos de direção do País”, afirmou.

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Desinformação

Com a ascensão de discursos e propagação de desinformação, a ministra Cármen Lúcia destacou que não há qualquer intervenção da mão humana na apuração e na totalização dos votos. “Antes se assinava uma cédula de papel e se colocava em uma urna que era de lona, e essa urna era conduzida a um local onde os votos eram contados pelo número das pessoas designadas. Isso hoje já não acontece mais”, disse.

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Em 1996, mais de 32 milhões de pessoas – um terço dos eleitores da época – votaram pela primeira vez em uma urna eletrônica. Mais de 70 mil equipamentos foram distribuídos por 57 cidades, incluindo 26 capitais, para a realização das eleições municipais.

A história das urnas, no entanto, começa um pouco antes. O primeiro passo para a adoção do sistema informatizado de votação foi dado em 1985, com o cadastro único e automatizado de eleitores. Antes disso, não havia um registro nacional, o que dava margem a fraudes.

Por quase dez anos, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trabalharam no desenvolvimento de um equipamento que fosse ao mesmo tempo seguro e adaptado para a realidade brasileira – a ideia sempre foi usar uma solução nacional. 

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Nas eleições de 1994, foi feito pela primeira vez o processamento eletrônico do resultado das eleições gerais e o que antes demorava dias passou a ser feito em horas. A eleição de 2000 foi a primeira totalmente informatizada e, desde então, a Justiça Eleitoral vem submetendo o sistema a testes de segurança.

Vale lembrar que, ao contrário do que pregam algumas campanhas de desinformação, elas não são conectadas à internet, só rodam o software oficial do TSE e não podem ser hackeadas.

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Sistema extremamente seguro

No evento, foi distribuído um guia para simulação do voto com personagens no lugar de candidatos. A disputa presidencial no 2ª turno é exemplificada por uma chapa composta por Futebol e Polo Aquático contra Forró e Pagode.

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Em seguida, o coordenador de Tecnologia Eleitoral, Rafael Azevedo, apresentou o funcionamento da urna, citou curiosidades sobre o equipamento e tirou dúvidas de alunos e professores. Ele abriu um modelo de urna (fechada com três parafusos), mostrou seus componentes e explicou os diferentes procedimentos que atestam sua segurança.

“A gente quer ser auditado e que as pessoas vejam com próprios olhos que a urna é auditável”, afirmou Azevedo. “Podem vir auditar, a gente não tem medo não.”

Segundo Azevedo, que trabalha há mais de 30 anos no TSE, o sistema da urna é “extremamente seguro e, se houver qualquer vulnerabilidade, a gente permite que a sociedade sugira alterações”.

Ele ainda reforçou que o código-fonte dos sistemas eleitorais fica disponível durante um ano para fiscalização por entidades da sociedade civil, universidades e partidos, entre outros. Os sistemas continuam abertos para inspeção na sede do Tribunal até setembro.

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