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OPERAÇÃO LAMAÇAL

Secretário deixa governo do RS após operação da PF que investiga desvio de verbas das enchentes

Marcelo Caumo anunciou saída da pasta no começo da tarde desta quinta-feira (13)

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Publicado em: 13/11/2025 às 14h:33 Última atualização: 13/11/2025 às 15h:26
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Marcelo Caumo (União Brasil) decidiu se afastar da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvios milionários de verbas destinadas à enchente que devastou o Rio Grande do Sul no ano passado.

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Marcelo Caumo | abc+



Marcelo Caumo

Foto: Reprodução/Redes sociais

O anúncio foi feito pelo próprio político em vídeo publicado nas redes sociais no começo da tarde desta quinta-feira (13). Além do cargo nesta gestão do governo Leite, Caumo foi prefeito de Lajeado por dois mandatos, de 2017 a 2024.

Em publicação, salienta o desenvolvimento da cidade do Vale do Taquari – uma das mais atingidas pelas inundações tanto no ano passado quanto em setembro de 2023 –e reafirma “que os interesses de Lajeado sempre estiveram à frente de qualquer outro interesse”, sem citar diretamente a investigação do começo desta semana. “A gente vai fazer as defesas, mas fica com aquele sentimento de injustiça muito latente no coração.”

Durante o curto depoimento, Caumo anuncia a saída da Sedur justificando que tomou a decisão para se “dedicar a fazer esses esclarecimentos a minha carreira e a família e a família também”. “Espero que logo, logo tudo fique bem esclarecido”, conclui.

Operação Lamaçal

A Polícia Federal cumpriu, na terça (11), 35 mandados de busca e apreensão em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Além das buscas, foi feito o sequestro de 10 veículos e bloqueio de ativos no montante aproximado de até R$ 4,5 milhões.

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A Operação Lamaçal investiga desvio de verbas públicas destinadas ao apoio de vítimas da enchente de 2024 em Lajeado, no Vale do Taquari.

Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio de verbas públicas, crimes em licitações e contratos administrativos, bem como por lavagem de capitais.

Nega irregularidades

Por meio de nota, Caumo diz que o dinheiro apreendido não tem relação com a investigação. Também comenta que não é mais sócio do escritório Caumo Advogados, no Centro de Lajeado, apesar de ainda constar no CNPJ da empresa.

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“É importante ressaltar que os recursos apreendidos no escritório do qual fui sócio não têm qualquer relação com o objeto da investigação em curso, ou com minha função pública, e será devidamente comprovado.”

Negou irregularidades. “No período em que estive à frente da administração municipal, sempre pautei minhas ações pela transparência, pela responsabilidade com o dinheiro público e pelo respeito às leis. Tenho orgulho de ter liderado uma gestão reconhecida por avanços significativos em Lajeado.”

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Diz ainda que “estou à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Confio plenamente na Justiça e possuo a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos”.

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