A audiência pública sobre a reforma da previdência, realizada na noite desta terça-feira (21), na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, foi marcada por críticas e pela retirada de servidores em protesto à condução da Casa.
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Logo no início, após a apresentação de como seria conduzida a audiência, representantes sindicais deixaram o plenário, em discordância com a forma de condução adotada.
Segundo representantes dos servidores públicos, o vereador que presidia a audiência, Joelson Araújo, alterou o regramento. Para a vereadora Luciana Martins, em vez de o Executivo e o Ipasem apresentarem a proposta que defendem, ele iniciou a sessão exigindo que os trabalhadores se manifestassem primeiro.
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Os servidores afirmaram que a audiência perdeu validade por não seguir o formato previsto, no qual o Executivo apresenta o projeto e, posteriormente, ocorre o contraditório. Também apontaram desproporcionalidade na composição da mesa, com mais representantes do governo do que dos trabalhadores.
Procurado, o vereador negou as afirmações e disse que o regimento interno foi cumprido. “O que diz o regimento, cumprimos”, declarou.
O projeto de reforma previdenciária propõe, entre outros pontos, a fixação de idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além da revisão de benefícios e regras.
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O presidente do Grêmio Sindicato dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo, Vilson dos Santos de Moura, lamentou a saída do público. Segundo ele, isso prejudicou a discussão do projeto.
“A retirada do público prejudica a audiência pública. Seria um momento de discussão, de construir alguma coisa e de barrar outras. E quando o público se retira, a gente perde um pouco do ritmo da coisa. Acreditamos que o projeto vai prejudicar o servidor, no todo. Não é só agora esse projeto que vai prejudicar o servidor. Ele é no todo. O projeto todo, ele veio já trabalhando em cima de sacrificar o servidor, que contribuiu a vida inteira”, lamenta.