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Cassação

Sessão que julga vereador em Canoas é retomada; acompanhe ao vivo

Ezequiel Vargas (PL) é processado por quebra de decoro parlamentar

Publicado em: 06/08/2025 às 16h:46
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A sessão especial de julgamento do vereador Ezequiel Vargas (PL) foi retomada após cerca de duas horas parada. A defesa do parlamentar solicitou o recesso após apontar a exoneração dele e de outros membros do gabinete no site da Transparência antes mesmo da votação pela perda de mandato. A situação foi esclarecida pela Mesa Diretora. 

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“Será aberta uma sindicância para apurar o que aconteceu. Se houve algum erro foi no sistema administrativo. Não existiu exoneração, aquilo era um informativo de pagamento. Não houve ato de exoneração, disse o presidente da Câmara, Eric Douglas (União).

 06/08/25 CÂMARA VEREADORES - JULGAMENTO EZEQUIEL | abc+



06/08/25 CÂMARA VEREADORES – JULGAMENTO EZEQUIEL

Foto: Paulo Pires/GES

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A defesa de Ezequiel diz que pedirá anulação do julgamento. Os ânimos dos apoiadores de Ezequiel estão exaltados. Em coro, gritam pedindo a anulação e que é uma palhaçada.

Acompanhe a sessão ao vivo:

Sessão Especial - Julgamento da Denúncia Ver. Ezequiel Vargas Rodrigues - Parte 2
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Quebra de decoro

A sessão se iniciou às 9 horas. Ezequiel é acusado pela prática de infração político-administrativa tipificada como quebra de decoro parlamentar em decorrência de postagens com ofensas ideológicas, transfóbicas e misóginas.

Eleito com 1.972 votos, o estreante na política será julgado pelos colegas de legislatura após a Comissão Processante (CP) da Câmara apresentar o parecer final à denúncia protocolada por Ágata Vieira Mostardeiro e Mayara Luciana Terra Alves.

Em um relatório de 15 páginas, a Comissão descreve o andamento processual da denúncia e recomenda a cassação por quebra de decoro parlamentar, nos termos do art. 7º, inciso III, do referido diploma legal.

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“A imunidade parlamentar não protege manifestações incompatíveis com os deveres éticos e o decoro inerentes à função pública. Ainda, a liberdade de expressão parlamentar não é escudo para a propagação de discurso de ódio, ataques pessoais ou incitação antidemocrática”, diz um trecho do parecer da Comissão Processante.

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Instituída em maio, a comissão é presidida pelo vereador Heider Couto (PL) e tem como relator o parlamentar Jonas Dalagna (PP) e como membro o também vereador Rodrigo D’Ávila (Novo). Os parlamentares foram escolhidos por meio de sorteio.

O vereador Ezequiel nega veementemente as acusações. Em sua defesa, o parlamentar afirma que as acusações são “falsas, absurdas e sem qualquer fundamento”. Ele também menciona que o caso já foi investigado e arquivado pela Polícia Civil.

 

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