Na sessão desta quarta-feira (5), a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo aprovou, por unanimidade, uma moção de apelo ao prefeito Gustavo Finck (PP) para revisar o aumento de 25,52% nas tarifas de água e esgoto, em vigor desde o dia 1º de fevereiro. O reajuste foi estabelecido pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS), que justificou a elevação tarifária como necessária para cobrir investimentos da autarquia e uma dívida da Comusa com a Corsan, estimada em R$ 130 milhões.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
O requerimento foi apresentado pelo vereador Enio Brizola (PT), e recebeu amplo apoio entre os parlamentares, com todos os vereadores, de diferentes bancadas, demonstrando interesse em assinar a moção. O documento será encaminhado ao prefeito Finck, com a solicitação para que reconsidere o aumento, que foi considerado “abusivo” por Brizola. Segundo o parlamentar, o reajuste ocorre em um momento de recuperação econômica e desconsidera a existência de R$ 80 milhões em superávit na Comusa, que poderia ser utilizado para arcar com os custos e investimentos necessários.
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Além disso, Brizola destacou que o aumento desconsidera os investimentos federais em tratamento de esgoto, colocando em dúvida a real necessidade do reajuste em meio à situação financeira da autarquia. Por outro lado, a Comusa justificou a revisão tarifária com base em sua dívida com a Corsan,, que teria sido incorporada ao novo cálculo da tarifa.
O vereador Eliton Ávila (Podemos) também criticou o aumento e defendeu que a Câmara Municipal deveria estar debatendo a criação de uma tarifa social para as famílias em situação de vulnerabilidade, considerando a realidade de bairros com maior desigualdade social, como Roselândia, Kephas e Marisol. “A Casa dá um recado ao passo que todos os vereadores assinaram a moção. Nós nos posicionamos contra. Reajuste inflacionário faz parte, mas 25% não é um reajuste, não é um aumento, e sim um assalto ao contribuinte”, afirmou o parlamentar.
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Luciana Martins (PT) ressaltou que o aumento não é impositivo, mas uma proposta que foi aprovada pela gestão da Comusa. A vereadora também destacou que o presidente da Comusa, Paulo Kopschina, estará presente na próxima sessão, em 12 de fevereiro, para explicar as razões do reajuste de 8,5% que havia sido proposto pela gestão anterior e não foi implementado.