O vereador Tiago Moraes (PP), vice-presidente da Câmara de Sapiranga, se pronunciou pela primeira vez desde que foi afastado temporariamente do cargo pela Justiça, na última segunda-feira (29).
A medida terá duração de 90 dias e atende a uma solicitação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que investiga um suposto esquema de rachadinha no gabinete do político, em ação de improbidade administrativa.
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Foto: Reprodução
Em vídeo publicado no final da tarde desta quarta-feira (1°) nas redes sociais, Moraes disse ter ficado surpreso com a liminar judicial, que, conforme ele, determinou o afastamento antes mesmo que ele pudesse se defender.
Ele destacou que a mesma denúncia já havia sido analisada e arquivada em outros órgãos, por falta de provas.
“Respeito a decisão, mas não concordo com ela e lutarei para me defender dessa decisão que considero injusta”, afirmou.
O parlamentar agradeceu às mensagens de apoio e reafirmou confiança no andamento do processo: “Continuarei firme, de cabeça erguida e confiante que a verdade vai prevalecer”.
Veja o vídeo:
O caso
De acordo com a Promotoria, servidores comissionados eram obrigados a repassar parte dos salários e até ceder cartões de vale-alimentação para permanecer nos cargos. O promotor de Justiça Laerte Kramer Pacheco afirmou que as apurações revelaram repasses sistemáticos, caracterizando abuso de poder e desvio de recursos públicos.
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Além do afastamento, a Justiça decretou a indisponibilidade de bens do parlamentar até o limite de R$ 50 mil, medida destinada a assegurar eventual devolução de valores desviados e proteger o andamento da investigação.
Entre os relatos colhidos, uma das vítimas afirmou que mais de R$ 14 mil foram utilizados em seu cartão de alimentação sem que ela tivesse acesso ao benefício. Para o Judiciário, a gravidade dos indícios justifica a medida cautelar de suspensão imediata.