A sessão da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo realizada na tarde desta quarta-feira (28) precisou ser suspensa após episódio envolvendo um vereador e um homem que acompanhava a reunião no plenário.
PERFIL: Quem são o vereador e o assessor parlamentar envolvidos na polêmica

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Durante a votação do projeto de lei complementar 12/2025, que autoriza a Prefeitura a permutar terrenos no bairro Canudos com duas empresas privadas, o vereador Juliano Souto (PL) deu voz de prisão ao assessor parlamentar e líder comunitário Diego Corrêa.
O desentendimento começou quando o vereador Souto reclamou do baixo público presente no plenário. Ele afirmou que aquele seria “o projeto mais importante votado em 2025 na Câmara” e lamentou que o plenário estivesse vazio, ao contrário do que costuma ocorrer em votações polêmicas – como no caso do projeto de Souto que instituía o Dia do Patriota e acabou sendo retirado após pressão popular.
Corrêa, que acompanhava a sessão, rebateu dizendo que havia pouca gente em plenário devido à mudança no horário das sessões, aprovada recentemente pelos vereadores.
Mandou calar a boca
A troca de farpas se intensificou quando, segundo Souto, o assessor mandou que ele calasse a boca. Foi nesse momento que o vereador deu voz de prisão a Corrêa e solicitou que agentes da Guarda Municipal, responsáveis pela segurança da Casa, o encaminhassem à delegacia para registro da ocorrência. A Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) fica em frente à Câmara.
A atitude do parlamentar gerou reação imediata. O vereador Enio Brizola (PT) contestou a legalidade da ação, afirmando que Souto não tem autoridade para efetuar prisões. Souto rebateu, dizendo que é sim autoridade e tem prerrogativa para tal.
“Você não é servidor público concursado, não tem essa autoridade”, declarou. Na sequência, a vereadora Professora Luciana Martins (PT) interveio, alegando que Souto estaria armado dentro do plenário, e pediu que o vereador fosse revistado.
Chama a Guarda Municipal
Diante do clima tenso, a presidência da Câmara suspendeu a sessão. A segurança foi reforçada com a chegada de mais três agentes da Guarda Municipal. Eles escoltaram Diego Corrêa até a saída do plenário, onde aguardou o fim da sessão para, conforme determinação de Souto, ambos se dirigirem até a DPPA para formalizar o registro da ocorrência.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Vereador saiu antes que o “preso”
Houve mais confusão na porta principal da Câmara. Souto bateu boca com pessoas que estavam no local e acabou saindo da Câmara antes do homem a quem deu voz de prisão. O vereador foi para a DPPA, que fica no outro lado da rua, e o homem permaneceu na Casa. “Tem que ser algemado”, disse Souto, ao deixar o prédio.
Apesar do tumulto, o projeto de lei foi aprovado por 13 votos favoráveis e um contrário.
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