O Aeroporto Regional Pedro Adams Neto, antigo Aeroclube de Novo Hamburgo, enfrenta um problema recorrente de vandalismo que vem comprometendo a segurança das operações. Nos últimos meses, vândalos têm derrubado partes do muro que protege o entorno do aeródromo, localizado no bairro Canudos.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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De acordo com a direção do aeroporto, os danos causam prejuízos e aumentam os riscos para os aviadores, já que a abertura no muro facilita a entrada de animais na pista. “Cavalos, cachorros, gatos e outros animais domésticos acabam saindo de uma vila localizada atrás de uma das cabeceiras da pista e invadindo nossa área, o que gera transtornos em pousos e decolagens”, relata o presidente do aeroporto, Alceu Feijó Filho.
As ações, que começaram de forma pontual com a derrubada de um bloco de concreto, ganharam proporção maior na semana passada, quando cerca de 15 metros do muro foram derrubados. Segundo Feijó, a situação preocupa porque o muro foi construído com verba federal e a repetição dos episódios mostra que não se trata de casos isolados.
“O pessoal quebra as placas do muro, derruba, a gente vai lá, conserta e eles quebram de novo. Agora, na semana passada, houve o maior estrago possível. É vandalismo puro. Animais acabam entrando na pista, e isso traz uma série de consequências muito ruins”, afirma.
O administrador do aeroporto, Marivaldo Stedile, o Tito, já orçou o conserto. “Não vai sair por menos de R$ 5 mil a reconstrução dessa parte do muro. É um dinheiro que a gente deixa de aplicar em outras áreas da segurança do aeroporto”, avalia.
Pedido de investigação à Polícia Federal
A direção do aeroporto irá acionar a Polícia Federal para investigar o caso e tentar identificar os responsáveis. “Como o muro foi construído com verba federal, vamos procurar a PF. O que não queremos é que essas ações continuem acontecendo”, coloca Tito.
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O prefeito de Novo Hamburgo também foi procurado e teria se colocado à disposição para instalar câmeras de monitoramento no local. “Acredito que a câmera não dure muito tempo, porque também pode ser alvo de vandalismo”, pontua Feijó.