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SAPIRANGA

Veja como funciona o sensor de glicose 24h disponibilizado gratuitamente em alguns municípios

Item pode ser utilizado em pacientes de 2 a 12 anos e substitui as famosas picadas no dedo

Publicado em: 06/04/2026 às 16h:38
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Um sensor que permite acompanhar os níveis de glicose em pacientes com diabetes 24 horas por dia. Esta é a proposta do sistema FreeStyle Libre, oferecido gratuitamente em Sapiranga para crianças de 2 a 12 anos com recursos próprios do município. 

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Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade é uma das poucas no Estado que fornecem o dispositivo de forma gratuita. Entre elas também estariam São Leopoldo, Santa Maria, Erechim, Capão da Canoa e Caxias do Sul.

A enfermeira do Planejamento em Saúde Marise Thum Franzen explica que, na infância, os pacientes tendem a ter mais dificuldade para lidar com as implicações da doença.

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“Eles acabam precisando picar o dedo com muita frequência e, nessa idade, é mais difícil para eles se adaptarem à dieta e medicamentos, então esse sensor ajuda os pais a terem mais controle sobre a saúde dos filhos e se sentirem mais tranquilos.”

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O farmacêutico Gustavo Jäschke também aponta outro fator que pode fazer com que crianças de 2 a 12 anos necessitem mais da ferramenta. “Normalmente nessa idade eles têm mais oscilações em níveis de glicose, sejam altas ou baixas, então isso ajuda os pais a ficarem mais tranquilos, ajuda na rotina da escola também.”

Praticidade e controle sem dor

Com o monitoramento em tempo real, oito pacientes de Sapiranga já sentem a rotina ficando mais tranquila.

Dentre elas está a do estudante Arthur Kalschne, de 11 anos, que usa o mecanismo há uma semana. Com uma espécie de chip inserido em seu braço, o menino aproxima o sensor do membro superior e obtém, de forma instantânea, a informação dos níveis de glicose em seu corpo naquele momento.

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“Assim é melhor e mais prático, porque eu não preciso ficar furando o dedo e atrapalha menos na aula também. Antes eu levava uns 10 minutos para conseguir medir, agora faço em menos de um minuto”, comenta o menino, que tem até calos nos dedos devido às aplicações da agulha.

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“Desse jeito, se estiver alterado, eu já posso fazer alguma coisa na hora para equilibrar, como me alimentar, beber uma água ou praticar algum exercício”, continua.

Sua mãe, a manicure Daniela Kalschne, conta que o item reduziu uma preocupação contínua. Por meio de um aplicativo no celular, ela também consegue acompanhar a saúde de seu filho, esteja onde estiver.

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“Ele é diagnosticado desde os dois anos e nós já chegamos a usar um pouco no começo, mas era muito caro e não conseguimos manter. Quando ele era menor, ele chorava bastante, porque fura muito os dedinhos”, lembra.

“Agora a gente fica mais tranquilo e consegue ter um controle melhor e dormir mais tranquilo, porque, quando sobe ou baixa muito durante a madrugada, apita e a gente consegue corrigir. A gente consegue ter uma segurança”, continua.

Para ter acesso ao equipamento, é necessário que, além de se encaixar na faixa etária, a criança possua laudo médico que comprove o diagnóstico de diabetes tipo 1, seja moradora de Sapiranga e esteja devidamente matriculada em uma instituição de ensino, seja ela pública ou privada.

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