Alunos das escolas estaduais da região da 2ª CRE conquistaram prêmios na 3ª Mostra Científica das Escolas Estaduais do RS, que reuniu projetos de diferentes níveis de ensino. Os trabalhos abordaram temas que vão desde o impacto das cheias no Rio Paranhana até soluções sustentáveis com biogás e redução do uso de microplásticos.

Foto: Jauri Belmonte/Especial
No Ensino Fundamental I, a EEEM Berthalina Kisch, de Igrejinha, ficou em primeiro lugar com o projeto “O Rio Paranhana sofreu alterações após as cheias de maio de 2024?”. Desenvolvido por Arthur Rodrigues Marques, Emanuel Bilhalva de Oliveira Egges e Isabel Lange Athaídes, sob orientação da professora Flávia Corso, o estudo investigou as transformações do rio após as fortes enchentes, analisando mudanças no leito, impactos ambientais e medidas necessárias para a preservação do ecossistema.
“O projeto surgiu da curiosidade de compreender o que aconteceu com o rio após a enxurrada que alagou parte da cidade. Constatamos que, com o volume de água, sedimentos e detritos são transportados, e que eventos extremos devem se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas”, destacam os alunos.
Como parte do trabalho, o grupo se reuniu nesta terça-feira (14) às margens do Paranhana, dentro do Parque da Oktoberfest, para realizar o plantio de 25 mudas de árvores que fortalecerão a encosta. “Pensamos em ter essa ação prática porque se incentivarmos as pequenas ações, cada um de nós pode fazer a sua parte. Essa ação tem um significado, de poder mostrar que eles podem ter contato com a natureza e fazer algo por ela”, explica a professora Flávia.
A ação foi acompanhada pela secretaria de Meio Ambiente de Igrejinha. “Todos sabem que as enchentes de maio causaram uma perda significativa em nossas matas ciliares, não só em Igrejinha, como em toda a região. E essa atividade mostra para as crianças e aos nossos adultos a importância da mata que costeia o rio”, comenta a bióloga e secretária Maiara Magnus. “Acho que é importante porque contribui para o rio, pois havia muita erosão. Esses pequenos atos que temos já contribui muito para nossa cidade”, complementa o estudante Arthur Rodrigues Marques.

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E a água de garrafa?
Entre os estudantes do Ensino Fundamental II, o primeiro lugar ficou com a EEEF Manoel F.P. Fortes, de São Sebastião do Caí, com a pesquisa “A água engarrafada realmente é boa para consumo?”. O estudo de Mônica Tauany Machado, Valentina Diel da Silva e Vitória Maria Wille Lopes analisou a qualidade da água engarrafada, seus impactos na saúde e no meio ambiente, apontando a importância de alternativas menos prejudiciais, como recipientes reutilizáveis.

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“Nosso tema é algo simples, que faz parte do nosso dia a dia, e traz um alerta muito importante”, ressaltou Mônica. A professora orientadora, Natália Koch Cerveira Ziemke, acrescentou: “Ganhar em primeiro lugar é um incentivo para que os próximos alunos se sintam motivados a se dedicar a pesquisas significativas.

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Sustentabilidade
No Ensino Médio, a EEEF Adão Martini, de Montenegro, venceu com o projeto “Produzindo Biogás na Adão Martini”, voltado à implementação de biodigestores para reaproveitamento do lixo orgânico do refeitório da escola. O trabalho possibilitou a produção de biogás e biofertilizante, promovendo aprendizado prático sobre sustentabilidade e energias alternativas.
Para a aluna Ketlyn Loesh Muller, ganhar foi uma surpresa muito especial. “Fiquei muito feliz com o reconhecimento do projeto. Representa muito para mim e para a escola.” Dienifer da Silva acrescentou: “Foi muito legal ganhar, porque eu não esperava que isso iria acontecer. Inicialmente, iríamos somente mostrar nosso projeto e o que aprendemos, mas, quando ouvi o nome da nossa escola, fiquei emocionada.” Tiffany da Costa Souza completou: “Ganhar o primeiro lugar na Mostra Científica Regional foi um sentimento inexplicável! Só de estar nessa etapa já estávamos muito felizes, mas isso nos mostrou que temos potencial pra ir muito mais longe.”
A professora Deise de Campos destacou que “vencer com o projeto de biogás é muito mais do que conquistar um prêmio — é ver a sustentabilidade ganhando voz dentro da escola e inspirando outros alunos.”

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No Ensino Médio Técnico Integrado, o destaque foi para o IEE Sapiranga, que conquistou o primeiro lugar com o projeto “Propostas Sustentáveis para a redução do uso excessivo de microplásticos na educação infantil”. O grupo, composto por Joana de Souza Gallas, Vitória Schere Ludwig, e Gabriela Santana dos Santos — sob orientação do professor Eliotson Fernandes Júnior — elaborou pesquisas, entrevistas com professores da Educação Infantil e até um e-book com práticas pedagógicas que substituem o uso de plásticos por materiais naturais e recicláveis.
Após a conquista, as alunas deram início à confecção de jogos e brinquedos sustentáveis. “Ficamos muito realizadas e felizes com a conquista do grupo e a visibilidade que o nosso projeto receberá seguindo para a fase estadual. Continuaremos trabalhando em cima deste projeto para torná-lo algo maior e verdadeiramente relevante, tendo como foco o melhor para a educação e a aprendizagem infantil”, afirmaram em conjunto.
*Colaborou Jauri Belmonte.