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NOVO HAMBURGO

"Apuração rigorosa, célere e transparente": Entidades cobram esclarecimentos e repudiam ação na confusão entre médico e guarda

Uma reunião entre as secretarias de Saúde, Segurança e a Fundação de Saúde é aguardada para esclarecer ações sobre o caso

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 27/03/2026 às 14h:43
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O incidente ocorrido na noite de quinta-feira (26) na UPA Centro, em Novo Hamburgo, quando um médico foi detido e algemado por uma guarda municipal após uma confusão entre os dois, gerou manifestações e cobranças de entidades que representam médicos no Rio Grande do Sul.

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O posicionamento da entidade foi publicado em meioao caso que envolve acusações mútuas de desacato e abuso de autoridade entre o médico e o guarda municipal.

Confusão aconteceu na Upa Centro, em Novo Hamburgo, na noote de quinta-feira | abc+



Confusão aconteceu na Upa Centro, em Novo Hamburgo, na noote de quinta-feira

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

“Apanhei bastante”: Médico é algemado e levado para a delegacia após confusão em UPA em Novo Hamburgo

“Agressivo e desrespeitoso”: Guarda municipal relata desacato durante confusão com médico em UPA

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) emitiu uma nota oficial de repúdio, classificando a detenção de um médico em pleno exercício da profissão como um “inaceitável episódio de violência”.

No documento, o Cremers cobra Prefeitura de Novo Hamburgo, Secretaria Municipal de Segurança Pública e das autoridades competentes “uma apuração rigorosa, célere e transparente dos gravíssimos excessos cometidos pela Guarda Municipal, que agiu de forma abusiva e arbitrária, causando desassistência e risco aos pacientes.”

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O conselho informou que já apresentou uma representação junto ao Ministério Público.

“O sucateamento das unidades de pronto atendimento, a superlotação e a falta de segurança e de infraestrutura não podem, sob hipótese nenhuma, ter sua responsabilidade transferida para as costas de quem está na linha de frente”, pontua a nota, concluindo que “garantir a segurança e a dignidade do médico é requisito fundamental para assegurar o direito à saúde da população”.

Já o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), informou que seu presidente, Marcelo Matias, estará na UPA Centro para conversar com as equipes da unidade sobre o episódio.

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Na nota a entidade informou que “passa a atuar para requerer mais esclarecimentos dos fatos e cobrar uma apuração imparcial tanto da Guarda Municipal quanto da Polícia Civil.”

Reunião

A Prefeitura de Novo Hamburgo e a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informaram que vão se reunir com representantes da secretarias municipais de Saúde e de Segurança Pública, com o objetivo de analisar o ocorrido e discutir a adoção de medidas eventualmente cabíveis.

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Não foi informado quando esse encontro deve ocorrer.

A Prefeitura ainda acrescentou que a Guarda Municipal está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos seus agentes para apurar os fatos.

Enquanto isso, a Polícia Civil informou que por se tratarem de infrações de menor potencial ofensivo – o caso teve dois registro: um pro desacato e outro por lesão corporal – a tendência é que sejam instaurados termos circunstanciados, que poterioremente serão encaminhos ao Judiciário, para uma tentativa de conciliação entre os envolvidos.

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Veja a manifestação completa do Cremers

A Medicina e os médicos não podem ser agredidos

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) manifesta o veemente repúdio ao inaceitável episódio de violência ocorrido na noite de quinta-feira (26), na UPA Centro, em Novo Hamburgo, onde um médico no pleno exercício da profissão foi brutalmente algemado e conduzido à Delegacia por agentes da Guarda Municipal que agiram com claro abuso de autoridade.

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A Medicina e os médicos não podem ser agredidos. É absolutamente inadmissível que o médico, dedicado ao atendimento das pessoas daquela comunidade, seja humilhado e tratado como criminoso em seu próprio ambiente de trabalho.

O sucateamento das unidades de pronto atendimento, a superlotação e a falta de segurança e de infraestrutura não podem, sob hipótese nenhuma, ter sua responsabilidade transferida para as costas de quem está na linha de frente. Os pacientes presentes na UPA, testemunhas do abuso, pediam pela libertação do médico, reconhecendo a injustiça cometida.

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O Cremers exige da Prefeitura de Novo Hamburgo, da Secretaria Municipal de Segurança Pública e das autoridades competentes uma apuração rigorosa, célere e transparente dos gravíssimos excessos cometidos pela Guarda Municipal, que agiu de forma abusiva e arbitrária, causando desassistência e risco aos pacientes.

O Conselho já está acompanhando o caso, apresentou representação ao Ministério Público do Estado e vai utilizar todo o peso da instituição para coibir toda forma de violência e punir os responsáveis.

Garantir a segurança e a dignidade do médico é requisito fundamental para assegurar o direito à saúde da população.

Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers)

Veja a nota completa do Simers

Simers repudia ação desproporcional da Guarda Municipal e presta atendimento a médico detido em UPA de Novo Hamburgo

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) está acompanhando o médico que recebeu voz de prisão pela Guarda Municipal na noite de quinta-feira, dia 26, durante o horário de atendimento na UPA Centro, em Novo Hamburgo.

Vídeos e testemunhas mostram o momento da prisão, quando o profissional foi colocado no chão e algemado de forma brusca por dois guardas. Um terceiro homem estava presente na detenção, provocando revolta entre os presentes e demonstrando um claro abuso de poder.

A partir de agora, o Sindicato passa a atuar para requerer mais esclarecimentos dos fatos e cobrar uma apuração imparcial tanto da Guarda Municipal quanto da Polícia Civil. Todo o suporte judicial também será prestado.

A violência contra médicos é uma das pautas mais intensas do Simers, com inúmeros relatos de problemas ocorridos durante o atendimento. Chama ainda mais a atenção quando um episódio envolve forças de segurança e é marcado por brutalidade e falta de diálogo.

Somado ao fato, vale destacar que a própria população sofreu com a conduta, aumentando a tensão na Unidade de Pronto Atendimento.

O Simers seguirá em defesa do médico, da categoria e do melhor atendimento para os pacientes.

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