A poucos dias do início do 31º Kerb in Ivoti, que ocorre de 15 a 20 de janeiro, o clima festivo já toma conta do comércio da Cidade das Flores. Para os lojistas especializados em acessórios e trajes típicos alemães, a proximidade da maior festa representa o período mais lucrativo do ano, chegando a ser comparado ao faturamento registrado nas festas de dezembro.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Para a empresária Daiane Born, que comanda uma loja de acessórios e trajes há 15 anos na Avenida Presidente Lucena, o impacto do Kerb no orçamento é decisivo. “É um Natal. É o que a gente fatura no mês em apenas uma semana. Eu sempre digo que é o décimo quarto de cada loja”, revela Daiane. Segundo ela, o movimento é essencial para dar fôlego ao caixa em um mês tradicionalmente fraco para o varejo, garantindo a estabilidade até o início oficial do ano após o Carnaval.
A inovação no negócio surgiu da demanda dos próprios clientes. Nos primeiros seis anos, a loja focava apenas em acessórios de cabeça. “As pessoas começaram a nos procurar pedindo outros itens. Foi aí que incluímos as saias típicas e, posteriormente, os vestidos”, explica.
Trajes femininos lideram as vendas
Entre os itens mais procurados, os trajes femininos seguem como carro-chefe. “São os vestidos, saias, meias, além dos acessórios e da maquiagem. O público feminino é o que mais impulsiona as vendas”, observa Daiane.
Nos últimos anos, a loja também passou a apostar na venda de conjuntos para toda a família. “Hoje vendemos traje para esposa, marido e criança, todos na mesma paleta de cores. O Kerb de Ivoti é muito familiar, e isso reflete no consumo”, conta.
Segundo a empresária, o comportamento do público mudou: “Antes era só uma tiara ou um copo. Agora o pessoal investe mais. É a cultura da cidade. Assim como no Carnaval as pessoas investem em fantasias, aqui investem nos trajes alemães”.
Novidades para 2026
Para o Kerb de 2026, a aposta está na ampliação da linha de acessórios femininos. “Temos chokers diferenciados, metais novos, tiaras com acabamentos mais elaborados e variações de cores para vestir toda a família”, destaca.
Os preços dos acessórios variam conforme o item: femininos a partir de R$ 10 (indo até R$ 79 nos enfeites) e masculinos começando em R$ 35, como camisetas. O caneco, item mais vendido para os homens, custa em torno de R$ 40.
Um traje feminino básico sai por cerca de R$ 250, enquanto o vestido completo, com tecidos especiais e renda, pode chegar a R$ 500. Todas as peças são confeccionadas em Rolante pela costureira Marlene Born, 64 anos, mãe da empresária.
Complemento de looks e consumo integrado
Para a empresária Marceli Hammes, que também atua no setor de vestuário, o Kerb cria um ciclo de consumo integrado entre os estabelecimentos. Ela observa que a procura se estende a itens práticos que garantem conforto: “Muitas clientes compram o vestido em uma loja e passam aqui para garantir o short para usar por baixo. Outras aproveitam para levar saias ou bermudas e completar o look”.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Para Marceli, que já definia seu próprio figurino neste sábado (10), a integração faz com que todo o setor ganhe. “Uma loja puxa a outra. As pessoas circulam, compram em mais de um lugar e todo mundo acaba ganhando com o Kerb”, afirma, enquanto escolhia sua tiara. “O copo e a tiarinha não podem faltar”, brinca, entre risos.