abc+

ELEIÇÕES 2026

Pré-candidatos ao governo do Estado opinam sobre futuro das concessões de rodovias no RS

Leilão do Bloco 2 foi suspenso por falta de interessados na quarta-feira (3)

Pré-candidatos ao governo do Estado opinam sobre futuro das concessões de rodovias no RS
Publicado em: 04/06/2026 às 20h:43 Última atualização: 04/06/2026 às 20h:44
Publicidade

O programa de concessão rodoviária do governo do Estado, nomeado “RS Parcerias”, focado principalmente em estradas que consistem os Blocos 1, 2 e 3, sofreu um duro golpe nesta semana. Na quarta-feira (3), a Comissão Permanente de Licitações do Estado declarou deserta a concorrência pública destinada à concessão de 409 quilômetros de estradas no Vale do Taquari e no norte gaúcho.

Publicidade

A suspensão aconteceu pelo fato de nenhuma empresa ter apresentado proposta dentro do prazo estabelecido. O leilão estava previsto para o dia 10 de junho, em São Paulo.

O projeto previa a concessão patrocinada de trechos das rodovias RS-128, RS-129, RS-130, RS-135, RS-324 e RSC-453, abrangendo 32 municípios. A cobrança de pedágio no valor de R$ 0,18 por quilômetro seria realizada via free flow.

Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB)  | abc+



Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB)

Foto: GES

No que se refere ao Blobo 1, com estradas nos Vales do Sinos, Paranhana, Gravataí e Serra Gaúcha (RS-010, RS-020, RS-115, RS-118, RS235, RS-239 e RS-474), a divulgação do edital segue prevista para o final de junho.

O Grupo Sinos conversou com os quatro pré-candidatos ao Piratini. Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Marata (PSDB) são os postulantes mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.

Publicidade

Opiniões dos pré-candidatos

Para Gabriel Souza, que representa o governo Eduardo Leite, do qual é vice-governador, a ausência de interessados no leilão do Bloco 2 é responsabilidade da CPI dos Pedágios, em andamento na Assembleia Legislativa. “Abriu-se uma CPI sem objeto definido. Não existia contrato assinado, não existia concessão e nem leilão. O que aconteceu foi a fuga dos investidores.”

Souza afirma que a Empresa Gaúcha de Rodoviás (EGR) não apresenta resultados compatíveis com as necessidades do Estado. “É uma empresa pública concessionária de rodovias. Esse modelo não tem mais como continuar.”

Juliana Brizola, por sua vez, salienta que a suspensão do Bloco 2 representa a necessidade de repensar o modelo de concessões rodoviárias adotados pelo Piratini. “O Rio Grande do Sul precisa de investimentos em infraestrutura, isso é indiscutível. Mas esses investimentos precisam estar acompanhados de equilíbrio, responsabilidade e diálogo com a sociedade.”

Publicidade

A pré-candidata reitera que uma tarifa mais justa deve ser assegurada à população para que a economia não seja prejudicada. “O Estado precisa de estradas melhores, mas também precisa proteger a sua capacidade produtiva e garantir que a infraestrutura esteja a serviço do crescimento econômico e da população.”

Apesar de lados políticos opostos, a fala de Luciano Zucco foi ao encontro da opinião de Juliana. Para o pré-candidato, o cancelamento do certamete reforça as críticas que vinham sendo feitas por lideranças regionais e usuários das rodovias. “O cancelamento do leilão por falta de interessados é uma prova da desorganização e da falta de diálogo e planejamento do atual governo. É uma vitória para a população”, afirmou.

Publicidade

Zucco também lembrou que a atual gestão manteve EGR durante seus dois mandatos. “Com todo respeito, o governo atual não tem mais força política para conduzir esse assunto.”

Marcelo Maranata opinou dizendo que a proposta do Bloco 2 havia sido apresentada sem a devida discussão com setores da sociedade. “Não se constrói algo que vai impactar tanto a vida das pessoas sem esgotar o diálogo e sem ouvir todas as partes. O modelo proposto não é o melhor, mas não adianta apenas criticar”, completou o ex-prefeito de Guaíba, que apresenta uma alternativa de modelagem, na qual o Estado ficaria com as obras de infraestrutura e as concessionárias com a responsabilidade dos serviços de manutenção.

Publicidade