A obra de recuperação do trecho da BR-116 que passa por Morro Reuter, entre os quilômetros 218 e 230, deve levar cerca de mais seis meses além do prazo inicialmente previsto. Programada para ser concluída até o final de 2025, a intervenção agora tem previsão de término apenas no início do segundo semestre de 2026.
Enquanto isso, o tráfego no local segue operando em sistema de pare e siga, impactando diretamente a rotina de motoristas que utilizam a rodovia diariamente.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que os serviços fazem parte de um contrato emergencial voltado à recuperação da rodovia, severamente afetada pela maior catástrofe climática já registrada no Rio Grande do Sul. Entre os principais danos identificados no trecho estão a ruptura de taludes, afundamentos e trincamentos ao longo da pista.
De acordo com o DNIT, foram mapeados oito pontos críticos de instabilidade entre Morro Reuter e o limite com Dois Irmãos. Para garantir a segurança e restabelecer condições adequadas de trafegabilidade, estão sendo aplicadas diferentes soluções de engenharia, como paredes de concreto atirantadas, solo grampeado, drenos horizontais profundos, gabiões, colchões Reno e sistemas de drenagem complementar.
Apesar da ampliação do prazo, o DNIT não detalhou os motivos que impediram a conclusão das obras até o final de 2025.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Contenções demoradas mas necessárias
O prefeito de Morro Reuter, Airton Bohn, reconhece os transtornos causados pelas intervenções, especialmente nos períodos de maior movimento, como finais de semana, mas ressalta a importância da obra para a segurança viária.
“Sentimos os impactos da obra, que têm exigido um pouco mais de paciência dos motoristas que trafegam por esse trecho da BR-116, especialmente aos finais de semana. Anteriormente, como vice-prefeito e secretário de Obras das gestões municipais de Morro Reuter, acompanhei a necessidade da realização de contenção de encostas e estabilização de taludes afetados pelas chuvas de 2024. Não imaginávamos a magnitude da obra”, afirmou.
Segundo Bohn, apesar do desconforto momentâneo, a intervenção é necessária para evitar novos problemas estruturais no futuro. “Entendemos que é um transtorno momentâneo, mas necessário, para que no futuro não voltemos a ter problemas na via federal”, completou.
O trecho da BR-116 em obras é considerado estratégico, pois concentra um intenso fluxo diário de veículos, conectando a Capital, a Região Metropolitana, a Serra Gaúcha e outras regiões importantes do Estado.