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REUNINDO GERAÇÕES

Carrinhos de rolimã voltam a acelerar em Campo Bom

Evento reuniu 80 competidores de 6 a 74 anos e marcou o retorno após pausa em 2024 por conta da enchente

Publicado em: 31/08/2025 às 17h:00
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O domingo (31) foi de nostalgia e velocidade em Campo Bom. A quarta edição do Encontro de Carrinhos de Lomba, realizada no Loteamento Industrial Norte, marcou o retorno do evento que não ocorreu em 2024 devido às enchentes. Neste ano, a atividade voltou com sucesso de público e participação.

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Crianças e adultos dividiram as pistas e reviveram a magia das brincadeiras de rua | abc+



Crianças e adultos dividiram as pistas e reviveram a magia das brincadeiras de rua

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Organizado pela Prefeitura de Campo Bom, em parceria com o Spartanos Rolimã Clube, o encontro aconteceu na Alameda da Inovação, nas proximidades do Feevale Techpark, e reuniu cerca de 80 competidores com idades entre 6 e 74 anos.

O evento celebra a tradição dos carrinhos de rolimã, símbolo da infância de muitas gerações. As corridas foram divididas em três modalidades: Rolimã, Força Livre e Trikes. Na categoria Rolimã, as disputas ocorreram em três faixas etárias: infantil (até 9 anos), juvenil (10 a 14 anos) e força livre (a partir de 15 anos). E engana-se quem pensa que a velocidade não impressiona — alguns carrinhos ultrapassaram os 70 km/h. 

Aos 74, Seu Bitti veio de Estrela para participar da corrida e mostra que o rolimã é também terapia. | abc+



Aos 74, Seu Bitti veio de Estrela para participar da corrida e mostra que o rolimã é também terapia.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Do Vale do Taquari à ladeira em Campo Bom

Um dos destaques da competição foi o aposentado José Itamar Horn, de 74 anos, conhecido como “Seu Bitti”. Ele viajou de Estrela, no Vale do Taquari, até Campo Bom para participar do evento. Diagnosticado com Doença de Parkinson há 16 anos, ele afirma que o carrinho de rolimã é mais que uma paixão — é também uma forma de terapia.“É uma paixão de infância e uma terapia pra mim, são mais de 60 anos construindo e andando de carrinho de lomba. Sem falar que é uma atividade que ajuda a cabeça”, contou. “Me lembra da minha infância, quando brincava com meus irmãos em Guaporé, nossa terra natal.”

Isabela Rosa, de 7 anos, participou da corrida com um carrinho construído ao lado do pai. | abc+



Isabela Rosa, de 7 anos, participou da corrida com um carrinho construído ao lado do pai.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

De pai para filha

O evento também mostrou que carrinho de lomba não é só coisa de menino. A pequena Isabela Rosa da Silva, de 7 anos, participou da corrida com um carrinho construído ao lado do pai, Fábio Rodrigo da Silva, de 34 anos. “Foi muito legal, porque pude passar algo que vivi na infância pra ela. A construção do carrinho e agora a corrida foram momentos especiais. É uma forma de reunir a família e tirar um pouco o foco das telas”, disse Fábio.

Já Isabela, depois de testar o carrinho na descida, garantiu: “Foi muito legal e eu não fiquei com medo”.

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