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PREVISÃO DO TEMPO

Ciclone que se forma nesta semana deve trazer risco de inundações para a região

Fenômeno deve atingir o Rio Grande do Sul entre sexta-feira (7) e sábado (8), com impactos previstos para a região metropolitana e vales

Dário Gonçalves
Publicado em: 05/11/2025 às 15h:02 Última atualização: 05/11/2025 às 15h:39
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Depois de um dia de calor intenso, com temperaturas acima dos 32°C no Vale dos Sinos na terça-feira (4), o tempo muda rapidamente no Rio Grande do Sul. Conforme a MetSul Meteorologia, a formação de um ciclone extratropical deve provocar instabilidade, chuva volumosa e rajadas de vento de intensidade severa entre sexta-feira (7) e sábado (8).

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Fenômeno deve atingir o Rio Grande do Sul entre sexta-feira (7) e sábado (8), com impactos previstos para a região metropolitana e vales

Foto: Pixabay

Segundo a meteorologista Estael Sias, a virada do tempo começa já nesta quarta-feira (5) com a passagem de uma frente fria. O sistema trará queda de temperatura e vento forte no sul e leste do Estado. Rajadas podem variar entre 50 e 70 quilômetros por hora, chegando a 80 quilômetros por hora em pontos isolados. Em Porto Alegre, há chance de rajadas de até 70 quilômetros por hora.

LEIA MAIS: “Pressão já observada em furacões e tempestades tropicais”: Entenda o que torna ciclone esperado para o RS tão alarmante

A formação do ciclone está prevista para ocorrer entre o fim da quinta (6) e o início da sexta (7), quando o centro de baixa pressão estará sobre o território gaúcho. Modelos meteorológicos apontam valores de pressão atmosférica abaixo de 1000 hPa, chegando a 990 hPa em alguns pontos — índices considerados baixos e associados a instabilidade severa.

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“Estes valores não são comuns e costumam acompanhar forte a intensa instabilidade, com risco acentuado principalmente de tempestades severas e vento”, explica Estael.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul também mantém alerta em razão dos riscos hidrológicos. De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual, o cenário atual ainda é de normalidade na maior parte do Estado, mas a previsão de chuva intensa em curto período de tempo eleva o risco de cheias, enxurradas e inundações em diversas regiões.

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O órgão indica condição de atenção e alerta para a maior parte dos municípios gaúchos, principalmente devido à possibilidade de elevação rápida de arroios e pequenos rios e alagamentos urbanos conforme a intensidade das precipitações. No entanto, cidades da região estão entre as que possuem maior risco de inundação.

“Devido ao risco de chuvas com intensidades elevadas, as maiores respostas hidrológicas devem ocorrer em bacias de respostas rápidas”, informa o boletim da Defesa Civil. “Há risco de inundação nas bacias dos rios Caí e Sinos, podendo atingir cota de inundação em pontos como São Sebastião do Caí, Montenegro, Três Coroas e Igrejinha.”

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Como deve ser

O dia mais crítico deve ser a sexta-feira (7), com previsão de chuva intensa e volumosa, temporais com granizo e vendavais. Os acumulados podem variar entre 75 mm e 150 mm em apenas 24 horas, o que aumenta o risco de alagamentos e inundações principalmente nas regiões metropolitana, dos vales, Serra e litoral norte.

Entre a tarde de sexta e a manhã de sábado, há potencial de rajadas entre 80 e 100 quilômetros por hora entre Porto Alegre, a Lagoa dos Patos e o litoral norte, com possibilidade de marcas superiores em pontos isolados. O fenômeno também pode causar interrupções no fornecimento de energia elétrica e queda de árvores.

Ciclone tem relação com fenômeno na Antártida

A formação do ciclone extratropical que deve atingir o Rio Grande do Sul entre sexta e sábado não é um evento isolado. A MetSul Meteorologia destaca que o fenômeno está relacionado a uma condição atmosférica global chamada Oscilação Antártica, que vem atuando em fase negativa desde setembro.

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Estael explica que, quando essa oscilação entra em fase negativa, o cinturão de ventos que circula ao redor da Antártida enfraquece e se desloca em direção ao norte, aproximando sistemas de baixa pressão das latitudes médias, onde está o Sul do Brasil. Esse deslocamento aumenta o risco de formação de ciclones extratropicais, como o que se forma nesta semana.

“A fase negativa da Oscilação Antártica favorece a formação de ciclones e episódios de chuva mais volumosa, porque permite a entrada de ar frio que, ao se chocar com o ar quente da primavera, intensifica as tempestades”, explica a meteorologista.

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VEJA TAMBÉM: CICLONE: O que esperar em cada dia desta semana no Rio Grande do Sul

Ainda segundo a MetSul, esse padrão climático tem sido mais determinante para o comportamento do tempo no Sul do país do que o próprio La Niña, atualmente no Oceano Pacífico. Historicamente, muitos dos ciclones de maior impacto no Rio Grande do Sul, como os de maio de 2008 e outubro de 2016, ocorreram sob a influência da Oscilação Antártica negativa, reforça a MetSul.

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul reforça o alerta para o avanço do ciclone extratropical sobre o Estado. “Estamos monitorando a condição desse ciclone, que pode vir acompanhado de chuva com acumulados elevados em partes do território, principalmente no centro e no norte. Também há possibilidade de tempestades com rajadas de vento severas e granizo, além de ventos intensos, sobretudo no Litoral Norte no fim da sexta e madrugada de sábado”, destacou o meteorologista Bruno Ribeiro.

A chefe da Comunicação Social da Defesa Civil gaúcha, tenente Sabrina Ribas, afirma que a equipe segue em monitoramento contínuo a partir do Centro Integrado de Comando e Controle, em Porto Alegre, e que, se necessário, serão emitidos avisos e alertas à população.

Região altera programação

Com a possibilidade de transtornos devido ao evento climático, cidades da região já começam a mudar suas programações do final de semana. Em Rolante, o lançamento da 27ª Kuchenfest, que ocorreria na noite de sexta-feira, foi transferido para a tarde de domingo (9), na Rua Coberta.

Em Ivoti, um mutirão de Combate à Dengue está marcado para a manhã de sábado nos bairros Bom Pastor, Morada do Sol e Jardim Bühler, mas será adiado em caso de chuva. Por outro lado, a Feira na Colônia Japonesa está mantida mesmo se chover.

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